O cantor e compositor Nando Reis revelou em vídeo no seu canal no Youtube quais foram suas leituras recentes e como passou a se interessar pelos clássicos. Além disso, ele comentou sobre a retomada do hábito de ler e a busca por outros títulos.
Ao englobar outras obras do mesmo autor, o número de indicações tornou-se maior. Por isso, citamos as principais. Confira:
1.Trilogia A crucificação rosada: Sexus, Plexus e Nexus, de Henry Miller
Sinopse: Durante muitos anos, Henry Miller foi considerado um autor maldito. Sua literatura, tachada de obscena e degradante, sofreu com a censura, e seus livros circulavam de forma clandestina. Apesar das dificuldades de publicação, Miller chamou a atenção de contemporâneos como Ezra Pound, T. S. Eliot e Edmund Wilson, que saíram em sua defesa. Os livros tornaram-se best-sellers depois de liberados, nos anos 60, e hoje o autor é considerado um dos maiores prosadores da língua inglesa.
2. Dom Quixote, de Miguel Cervantes
Sinopse: Dom Quixote de La Mancha não tem outros inimigos além dos que povoam sua mente enlouquecida. Seu cavalo não é um alazão imponente, seu escudeiro é um simples camponês da vizinhança e ele próprio foi ordenado cavaleiro por um estalajadeiro. Para completar, o narrador da história afirma se tratar de um relato de segunda mão, escrito pelo historiador árabe Cide Hamete Benengeli, e que seu trabalho se resume a compilar informações. Não é preciso avançar muito na leitura para perceber que Dom Quixote é bem diferente das novelas de cavalaria tradicionais – um gênero muito cultuado na Espanha do início do século XVII, apesar de tratar de uma instituição que já não existia havia muito tempo.
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3. Guerra e Paz, de Liev Tolstói
Sinopse: Ao acompanhar o percurso de cinco famílias aristocráticas russas no período de 1805 a 1820, Tolstói narra a marcha das tropas napoleônicas e seu impacto brutal sobre a vida de centenas de personagens. Em meio a cenas de batalha, bailes da alta sociedade e intrigas veladas, destacam-se as figuras memoráveis dos irmãos Nikolai e Natacha Rostóv, do príncipe Andrei Bolkónski e de Pierre Bezúkhov, filho ilegítimo de um conde, cuja busca espiritual serve como espécie de fio condutor e o torna uma das mais complexas personalidades da literatura do século XIX.
4. Os Miseráveis, de Victor Hugo
Sinopse: Um clássico da literatura mundial, esta obra é uma poderosa denúncia a todos os tipos de injustiça humana. Narra a emocionante história de Jean Valjean ― o homem que, por ter roubado um pão, é condenado a dezenove anos de prisão.
Outros livros do mesmo autor também citados: O corcunda de Notre Dame e O último dia de um condenado.
5. Um conto de duas cidades, de Charles Dickens
Sinopse: Dickens embarca aqui em uma emocionante pintura da Revolução Francesa. A peculiaridade deste romance começa na condição indissociável da escrita de Charles Dickens: é obviamente com o olhar estrangeiro e não raro antagônico de um inglês que ele dá vazão à sua trama. O autor evita o posicionamento político, centrando a narrativa nas observações de cunho social e no impacto individual que aquele processo impingiu a pessoas de todas as camadas.
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Outros livros do mesmo autor também citados: David Copperfield, Grandes esperanças e Oliver Twist.
6. A comédia humana, de Honoré de Balzac
A Comédia Humana é o título geral que dá unidade à obra de Honoré de Balzac e é composta de 89 romances, novelas e histórias curtas. Este enorme painel do século XIX foi reunido e ordenado pelo autor em três partes: “Estudos de costumes”, “Estudos analíticos” e “Estudos filosóficos”. A maior das partes, “Estudos de costumes”, com 66 títulos, subdivide-se em seis séries temáticas: Cenas da vida privada, Cenas da vida provinciana, Cenas da vida parisiense, Cenas da vida política, Cenas da vida militar e Cenas da vida rural.
Nando Reis citou a leitura do primeiro volume e os outros livros do mesmo autor: O pai Goriot e Ilusões Perdidas.
Vejo o vídeo: