10 livros que marcaram a formação de Eliane Alves Cruz

A série Ilustre Leitor, conduzida por Márcio Debellian, recebeu no dia 19 de junho de 2026, no auditório da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro, a jornalista e escritora Eliane Alves Cruz para conversar sobre livros. No bate-papo, ela comentou como aconteceu seu ingresso no universo da leitura e apresentou os 10 títulos que foram fundamentais na sua formação. Posteriormente, os livros mencionados foram doados ao acervo da biblioteca.

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Confira os títulos:

Infantis:

1.O caso da borboleta Atíria, de Lúcia Machado de Almeida

Sinopse: A singela e delicada borboleta Atíria se envolve em uma arriscada aventura para desvendar o mistério por trás dos crimes que tiraram a vida de Helicônia e Vanessa Atalanta, amigas do Príncipe Grilo. Ao ajudar Papílio, a corajosa borboleta enfrenta grandes perigos, como o encontro com Esqueleto-Vivo na Gruta dos Horrores, para descobrir o paradeiro do assassino que assombra a rotina dos insetos na floresta. Em clima de fábula e conto de fadas, a história faz uma analogia crítica entre o reino animal e a sociedade humana.

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2. Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles

Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1964, o livro é um clássico da literatura infantil brasileira. E desde seu lançamento, vem conquistando gerações de leitores. A autora convida as crianças a se aproximarem da poesia, brinca com as palavras, explora a sonoridade, o ritmo, as rimas e a musicalidade. Cecília Meireles resgata o universo infantil permeado por perguntas imprevisíveis, monólogos, comparações incomuns, fantasia e imaginação. Ela cria um universo encantador, a partir de recursos que o gênero e a língua lhe proporcionam.

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3. Alexandre e Outros Heróis, de Graciliano Ramos

Sinopse: Graciliano Ramos une o real ao imaginário, cabendo ao leitor demarcar a fronteira entre outros territórios. “Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

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Adultos:

4. Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

Sinopse: O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos.

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5. O Tempo e o Vento (Ana Terra), de Érico Veríssimo

Sinopse: Ana Terra, única filha mulher, é impedida de comprar um espelho, “coisa do diabo”, objeto fútil nesse ambiente austero. Sem ter onde mirar-se, só pode contemplar sua figura na superfície do regato onde lava a roupa da família. É nesse regato que ela depara com Pedro Missioneiro, ferido à bala. Mestiço de índio nascido numa missão jesuítica, Pedro lutara ao lado dos estancieiros pela expulsão dos castelhanos. Após restabelecer a saúde, pouco a pouco vence a desconfiança dos Terras e a repulsa de Ana, para quem sua “presença era tão desagradável como a de uma cobra”. Sem perceber, a moça enamora-se de Pedro, uma atração trágica e irresistível que muda a vida da família Terra para sempre. Marcada por uma beleza áspera, com personagens fortemente ligados à natureza que os sustenta e os agride, Ana Terra faz parte da saga O tempo e o vento, obra-prima de Erico Verissimo.

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6. Cem anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Sinopse: Em Cem anos de solidão , um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.

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7. Negras raízes, de Alex Haley

Sinopse: A saga de uma família americana é um romance escrito por Alex Haley e publicado pela primeira vez em 1976. Conta a história de Kunta Kinte, um africano do século XVIII, capturado como adolescente, vendido como escravo na África, transportado para a América do Norte, seguindo sua vida e a vida de seus descendentes nos Estados Unidos até Haley.

8. O olho mais azul, de Toni Morrison

Sinopse: Considerado um dos livros mais impactantes de Toni Morrison, o primeiro romance da autora conta a história de Pecola Breedlove, uma menina negra que sonha com uma beleza diferente da sua. Negligenciada pelos adultos e maltratada por outras crianças por conta da pele muito escura e do cabelo muito crespo, ela deseja mais do que tudo ter olhos azuis como os das mulheres brancas ― e a paz que isso lhe traria. Mas, quando a vida de Pecola começa a desmoronar, ela precisa aprender a encarar seu corpo de outra forma.

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9. Memória Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Sinopse: Memórias póstumas de Brás Cubas . Ao mesmo tempo em que marca a fase mais madura do autor, o livro é considerado a transição do romantismo para o realismo. Num primeiro momento, a prosa fragmentária e livre de Memórias póstumas , misturando elegância e abuso, refinamento e humor negro, causou estranheza, inclusive entre a crítica. 

10. Eu e outras poesias, de Augusto dos Anjos

Sinopse: Este volume inclui Eu (1912), único livro publicado em vida, e outras poesias publicadas de maneira esparsa. Augusto dos Anjos é, certamente, o precursor da moderna poesia brasileira, poesia esta que daria seu voo somente em 1922, na célebre Semana da Arte Moderna.

Veja a entrevista:

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