“Caso Dark Horse”: Prefeitura de SP aponta R$ 13 milhões em gastos irregulares de ONG

A Prefeitura de São Paulo identificou R$ 13 milhões em notas fiscais irregulares na prestação de contas de um contrato firmado com o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG da produtora do filme “Dark Horse”.

O contrato, no valor total de R$ 108 milhões, prevê a instalação de pontos de wi-fi na capital e está sob investigação da Polícia Civil. As autoridades apuram suspeitas de irregularidades e a possível utilização dos recursos para financiar o filme “Dark Horse”. A presidente da ONG, Karina da Gama, atua também como produtora-executiva da produção.

Dentre as falhas identificadas, a prefeitura constatou que as notas fiscais apresentadas carecem de detalhamento mínimo. O ICB não especificou a área geográfica de atuação, os pontos efetivamente instalados nem o escopo exato dos serviços das empresas subcontratadas, entre elas a Complexys Soluções Integradas, que também é alvo da apuração policial. A administração municipal deu prazo de 30 dias para que o instituto apresente justificativas para as inconsistências.

Leia também: Paris Filmes recusa distribuição de ‘Dark Horse’, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, e filme pode nem estrear nos cinemas

Karina Ferreira Gama, produtora de ‘Dark Horse’ e dona do Instituto Conhecer Brasil Imagem: Instagram

Outras irregularidades envolvem a ausência de comprovação de gastos com serviços de tecnologia e telefonia, além da falta de relatórios mensais descritivos das atividades de consultoria em comunicação e publicidade, conforme apontou a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

Quanto aos valores questionados, a Prefeitura determinou a devolução integral de R$ 906,7 mil referentes a notas fiscais canceladas pelas fornecedoras poucos dias após a emissão. Segundo relatório municipal de 1º de julho, R$ 406.752,50 desse total foram pagos à JR Feijão Ltda., empresa do setor alimentício, pela suposta “aquisição de materiais”.

Em outro caso, o ICB apresentou comprovante de pagamento de R$ 500 mil à Favela Conectada, nota fiscal que foi cancelada dez dias depois da emissão. Um dos sócios da empresa, Alex Sandro Bispo, é acusado de integrar o PCC, de acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.

Leia a matéria completa no site do UOL

Related posts

Dino autoriza PF a acessar dados de operação contra produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

Sem prestar contas sobre “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro diz que já prestou contas sobre “Dark Horse”

Israel admite ter matado Hind Rajab, menina palestina de 5 anos que inspirou filme indicado ao Oscar