“Via Maria Eunice Facciolla Paiva”: Eunice Paiva vira nome de rua em cidade italiana por sua luta contra a ditadura

Maria Eunice Facciolla Paiva, advogada e ativista dos direitos humanos, ganhou ainda mais reconhecimento após ser protagonizada por Fernanda Torres no filme Ainda Estou Aqui com direção de Walter Salles. A produção de grande mérito para o cinema nacional concorreu ao Oscar em diversas categorias, levando o prêmio de Melhor Filme Internacional.

A repercussão do filme no Brasil e no exterior é notória. A trama, baseada na própria história da família Paiva,  levanta diversas questões a serem debatidas sobre o tema da ditadura e a luta travada por Eunice Paiva em busca de justiça, que merece ser exaltada. 

Uma célebre homenagem foi prestada à Eunice por Bari, cidade situada no sul da Itália, onde a advogada passou a ter uma rua com seu nome: a Via Maria Eunice Facciolla Paiva.O acontecimento ocorreu no mesmo período em que se realizou o Bari Brasil Film Festival, entre 24 e 27 de outubro, contando com a presença de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice, que escreveu o livro no qual baseou-se o filme. 

A homenagem em Bari reforça não apenas a projeção internacional do filme, mas sobretudo a importância histórica da trajetória de Eunice Paiva. Ao inscrever seu nome no espaço urbano, a cidade italiana reafirma o valor da memória, da resistência e do compromisso com os direitos humanos, garantindo que sua luta continue inspirando novas gerações, dentro e fora do Brasil.

Leia também: Para além de “Ainda Estou Aqui”: como Eunice Paiva se dedicou a defender os direitos dos indígenas

Vale ressaltar que em 2014 foi feita uma homenagem ao próprio Rubens Paiva na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O ex-deputado recebeu um busto construído na praça Lamartine Babo, ficando em frente ao Quartel do 1º Batalhão de Polícia do Exército, local onde estava sediado o DOI-CODI. Naquele mesmo local Rubens Paiva havia sido torturado e morto.

Ambas as homenagens representam parte da memória de um passado obscuro contra o qual devemos lutar. Celebrar a luta dos que resistiram, dos que foram impostos à tortura e à morte é uma maneira de lembrarmos de um passado, que embora distante, parece sempre estar à espreita.

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