Daniela Arbex vence processo contra Geração Editorial e Afonso Borges por “Holocausto Brasileiro”

Não adianta procurar notícias sobre o caso Daniela Arbex versus Geração Editorial e Afonso Borges nos motores de busca, você não vai encontrar. Todas as vozes jornalísticas parecem estar anestesiadas frente a este caso.

A notícia que compartilhamos aqui é a partir do ponto de vista da própria Daniela Arbex, após anos de burocracias e falta de celeridade da justiça brasileira. O fato é que Daniela foi vítima de ataques morais e públicos sobre a primeira publicação do livro, Holocausto brasileiro (2013), pela Geração Editorial.

Daniela Arbex/ Fonte: Reprodução da Internet

Segundo a jornalista investigativa e autora, Daniela Arbex, em janeiro de 2022, quando ela já havia denunciado o editor da Geração Editorial, Luiz Fernando Emediato, pelo não pagamento dos livros que vendia, este plantou uma fake news na coluna que o jornalista Afonso Borges tinha no jornal “O Globo”.

Ainda segundo Daniela, o texto, de cunho “misógino, vil e mentiroso”, a tratava como desonesta e inventou que ele havia proposto um acordo judicial, sem o consentimento da autora de Holocausto brasileiro (2013), dos direitos autorais do livro para uma série de televisão.

Após esse episódio, Daniela conta que buscou o jornalista Afonso Borges, solicitando direito de resposta, no entanto, este, ao contrário, se manifestou publicamente, se solidarizando com Emediato, do qual ele é amigo. 

Recentemente, em junho de 2025, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais os declarou culpados, e agora finalmente, após a sentença publicada pelo juiz Jayme Maia, os dois, o editor Luiz Fernando Emediato e o jornalista Afonso Borges, foram condenados a indenizar Daniela Arbex.

Processo Daniela Arbex/ Fonte: Instagram

Afonso já fez o depósito judicial, cumprindo a sentença. Luiz Fernando Emediato, ainda não, podendo ter seus bens penhorados pela justiça. Como é possível perceber, este caso não está encerrado. Daniela, com gosto de Vitória na boca, afirma:

 “Não se cala quem tem no seu DNA o combate diário contra qualquer tipo de silenciamento ou apagamento social”.

Foram três anos de uma luta travada pela jornalista e autora de Holocausto brasileiro (2013), nos quais Daniela buscou preservar sua credibilidade. Confira o carrossel que ela mesma compartilhou em seu perfil no Instagram.

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