“Velhice Sinistra”, do paulistano Gil Camargo, desembarca no evento com um retrato sem filtros do envelhecimento

A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) receberá um autor que escreve sobre o tempo com a autoridade de quem o viveu e a lucidez de quem o observa. Gil Camargo levará ao evento Velhice Sinistra (Ipê das Letras), seu romance de estreia no circuito comercial.

A obra acompanha quatro amigos — Vladimir, Nádia, Pedro e Lúcio Paulo — que se conheceram ainda jovens, atravessaram décadas juntos e testemunharam o Brasil se transformar: da ditadura militar à pandemia, passando por golpes, tentativas de golpe e perdas pessoais. 

“O livro aborda as agruras, as dificuldades, as alegrias e as perdas do envelhecimento através de quatro amigos”, resume o autor. “Fala em amizade, solidariedade e trata a velhice sem romantismo, mas com o realismo que ela carrega.” Aos 72 anos, Gil Camargo escreve a partir da própria experiência e da observação de pessoas próximas: “Senti necessidade de retratar o que se passou comigo e meus amigos nos últimos anos do Brasil, com mudanças políticas imensas, pandemias, tentativa de golpe e o reflexo disso tudo no cotidiano de quatro amigos.”

Na Flip, o autor realiza duas sessões de autógrafos: no dia 24 de julho, às 17h, e no dia 25 de julho, às 12h, no estande da com.tato, localizado na Casa Escreva, Garota! na Flip, em Paraty (RJ). O livro também estará disponível no estande durante toda a festa. Velhice Sinistra pode ser encontrado em versão física e e-book na Amazon, na Livraria da Vila, no site da editora Ipê das Letras ou pode ser adquirido diretamente com o autor velhice.sinistra@hotmail.com

Gilberto Gil Ferreira Camargo (pseudônimo Gil Camargo), 72 anos, é luso-brasileiro, casado, pai de duas filhas e avô de duas netas. Nascido e criado em São Paulo, trabalhou com Tecnologia da Informação e foi editor de um site esportivo por mais de seis anos. Publicou um livro de poesias na década de 1980.

Em fevereiro de 2025, lançou Velhice Sinistra pela Ipê das Letras, obra elogiada por Juca Kfouri em sua coluna no UOL.

Recentemente, teve o conto Olhai os lírios selecionado no Prêmio Anna Maria Martins da União Brasileira de Escritores. Escreve em uma cidade do interior de São Paulo, onde encontra o silêncio necessário para a criação.

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