Em entrevista à BBC News Brasil, Antonio Fagundes contou que foi processado por uma juíza que chegou atrasada a uma de suas peças e foi impedida de entrar. O ator, que acaba de estrear na novela “Quem Ama Cuida”, das nove da Globo, usou o episódio para explicar sua decisão de proibir a entrada de atrasados nos espetáculos que protagoniza ou dirige.
“Eu estou sendo processado agora por uma pessoa que, inclusive, é juíza, e que me está me processando na comarca dela, uma cidadezinha de 35 mil habitantes, acho que isso nem é legal”, contou.
“De qualquer forma, quando eu começo o espetáculo eu tenho 650 pessoas sentadas na plateia. Eu não poso desrespeitar essas pessoas deixando que 2 ou 3 cheguem atrasados, com celular, falando alto, apontando luzes. Depois que a cortina abre, não podemos deixar que uma pessoa desrespeitosa atrapalhe o prazer de todas as outras que chegaram na hora.”
Aos 77 anos, o ator ainda está em cartaz com a peça “Dois de Nós” no Teatro Tuca, em São Paulo, até o dia 31. Em breve, estreia “Sete Minutos”, que chega na próxima quinta-feira (21/5) ao Teatro Cultura Artística, também na capital paulista. Mesmo assim, ele se divertiu ao relembrar o episódio.
“Todo mundo concorda com isso. Eu já ouvi falar, em uma brincadeira na internet, que querem propor uma ‘Lei Antônio Fagundes’ para os espetáculos começarem rigorosamente no horário marcado não sendo permitida a entrada após seu início.”
Veja o ator contando sobre o caso:
https://www.instagram.com/reels/DYhzUeEiXhQ
Esta não é a primeira vez que Antônio Fagundes é processado pelo mesmo caso. Na verdade, já é o 10º caso em que alguém processa o ator por chegar atrasado e ser barrado em uma vez. Em todas as vezes os espectadores perderam as ações judiciais.
O caso mais famoso
No caso mais famoso, um casal entrou com um processo contra o ator e sua esposa, a atriz Alexandra Martins, após serem impedidos de assistir à peça Dois de Nós, em cartaz no Teatro da PUC-SP, em São Paulo, por chegarem, segundo eles, “alguns segundinhos” atrasados. A ação, protocolada em março no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), pede uma indenização de R$ 20 mil por danos morais e cerca de R$ 500 por danos materiais, alegando que a recusa foi “arbitrária e abusiva”.