Conceição Evaristo publica dissertação de mestrado inédita sobre literatura negra em que surgem esboços das “escrevivências”

Conceição Evaristo decidiu publicar sua dissertação de mestrado, defendida em 1990 na PUC-Rio. A autora irá realizar esta publicação com a editora Pallas com o título “Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade”.

A publicação do trabalho científico de Dona Conceição Evaristo é uma das bases teóricas construídas pela autora que vem desenvolvendo sua escrita e sua contribuição para a literatura brasileira feita por mulheres negras.

Neste trabalho Dona Conceição investiga nesta pesquisa a construção da identidade literária afro-brasileira e como a escrita negra é um meio de resistência preservação de memória e reafirmação das culturas dos povos negros.

É com base nesse texto, que surgem as primeiras fagulhas da criação do conceito escrevivência, que hoje permeia toda a obra de Dona Conceição registrando a importância da escrita na tradução das vivências e experiências de pessoas negras, na medida em que corpo e narrativa são indissociáveis.

Leia também: Canção para ninar menino grande: escrevivências de Conceição Evaristo

É muito importante a celebração desta publicação, reafirmando a presença de mulheres negras no espaço acadêmico, consolidando ainda mais o lugar de referência de Dona Conceição Evaristo como uma autoridade quando o assunto é a literatura brasileira.

Neste momento precisamos ovacionar o trabalho de Dona Conceição e de tantas outras mulheres negras como Sueli Carneiro, laureada recentemente com o prêmio Juca Pato, que juntas estão pavimentando o caminho para que outras mulheres negras sejam reconhecidas pelo seu trabalho acadêmico e/ou literário. 

Segundo a Editora Pallas, a publicação da dissertação de mestrado inédita sobre literatura negra, de Dona Conceição Evaristo entrará em pré-venda em breve! 

Fonte

Related posts

MEC Livros ultrapassa marca de 468 mil empréstimos gratuitos e registra média de 3,4 mil acessos por dia

Os Paralamas do Sucesso recebem título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Filmes têm mais chance de ter um homem chamado Chris ou um animal falante do que uma mulher com mais de 60 anos, revela estudo