Redenção pela Leitura: conheça a Academia Brasileira de Letras do Cárcere

Eu sempre vi a leitura como ferramenta de libertação e ao descobrir a Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC), percebi que a leitura e os livros também podem oferecer redenção. 

A Academia Brasileira de Letras do Cárcere é uma iniciativa inspirada na Academia Brasileira de Letras (ABL), e reúne detentos que se dedicam à escrita, à leitura e à reflexão literária dentro do sistema prisional.

Cerimônia de posse da Academia Brasileira de Lettas do Cárcere (ABLC) no Rio de Janeiro em 22 de julho, 2025.
— Divulgação/AfroReggae

Mas como funciona esse processo? Os detentos têm a oportunidade de escrever livros, contando, inclusive, com a revisão de profissionais.  Por meio dessa atividade, eles podem até mesmo obter redução da pena. Nesse contexto, a palavra se transforma em ponte para a liberdade. 

Ao escrever textos literários, como, livros, contos, poesias ou ensaios, os detentos podem expressar suas vivências e pensamentos, assim como têm a chance de reduzir sua pena, por meio de programas como o “Redenção pela Leitura”. 

A escrita dos textos concede humanidade aos internos, que deixam de ser apenas números no sistema penal e passam a ter reconhecimento como autores, pessoas com voz, identidade e histórias para contar.

Academia Brasileira de Letras do Cárcere: como funciona e quem pode contribuir

A Academia Brasileira de Letras do Cárcere é composta por 40 cadeiras e todas elas têm nomes de grandes personalidades, como Pagu, Roxa Luxemburgo e Angela Davis.

A cadeira n.º1 homenageia Graciliano Ramos, preso em 1936, escreveu suas memórias em cárcere, publicadas postumamente em 1953 com o título ‘Memórias do Cárcere’. Leia a obra no acervo digital disponibilizado pela USP.

Importante ressaltar que este espaço é fundamental para o processo de reintegração social e por meio desse acesso é possível imaginar futuros e novas possibilidades de existir a partir do desenvolvimento intelectual e artístico.

Todas as pessoas podem contribuir para a manutenção da Academia Brasileira de Letras do Cárcere com doações financeiras, de materiais e como voluntário nas áreas da educação, literatura, arte e psicologia.

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