Governo da Hungria obriga livrarias a selar livros com histórias LGBT+

A LBGTfobia na Hungria está numa crescente. As livrarias da Hungria já estão embalando em plástico e separando os livros infantis e juvenis com conteúdos LGBT+, para que os menores não os abram ou leiam nas lojas.

Algumas lojas, no entanto, estão se recusando a fazê-lo e estão enfrentando multas de milhares de euros. Livrarias alegam que não vão pagar as multas porque as consideram ilegais.

A exigência de vender em “embrulhos fechados” livros infantis que o governo considera ser “promotores da homossexualidade” chega depois da lei de “proteção da criança”, que entrou em vigor em 2021 e proíbe a divulgação de conteúdo que “mostre ou promova a sexualidade, mudança de sexo ou homossexualidade” a menores de 18 anos, como é o caso dos livros, filmes, anúncios ou programas televisivos.

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De acordo com o site português Publico, esta é apenas uma das repressões do governo ultraconservador contra a comunidade LGBT. Desde que a medida do Governo húngaro entrou em vigor, em julho deste ano, as livrarias passaram a estar obrigadas a embalar os livros com personagens e histórias LGBT+ em plástico, sob pena de multa. No entanto, nem todas cumprem a ordem.

Um dos casos mais marcantes foi da livraria Líra Konyv, a segunda maior do país, que foi multada em mais de 30 mil euros por ter colocado na secção juvenil um livro LGBT+ que não estava embalado. Contudo, esclarece a mesma fonte, o proprietário da loja diz que não vai pagar.

Na contramão, ativistas destacam que a lei limita o acesso a obras importantes da cultura clássica e contemporânea e “restringe o desenvolvimento social” de crianças e jovens. Esta semana, um grupo de universitários decidiu imprimir 100 cópias gratuitas do que apelidam de “livros proibidos”, como Heartstopper, e distribuí-las em frente a uma das maiores livrarias de Budapeste.

“Queremos que esses livros estejam na vida pública literária húngara e nas conversas quotidianas e é por isso que queremos dá-los gratuitamente às pessoas”, afirmou à AP Vince Sajosi, de 22 anos.

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