Terceiro romance do escritor paulista Vitor Zenaide imagina o futuro próximo e questiona o papel dos humanos em uma vida dominada pela automação

O unicórnio, romance publicado pela Editora Labrador, terceiro livro do autor paulista Vitor Zenaide, pode ser chamado de um thriller tecnológico. Nele, a relação entre afetos humanos e avanços da tecnologia se cruzam para pensar, sem fatalismo, como a humanidade se comportará em um mundo sempre mais mecanizado.
A narrativa se passa em um futuro próximo hiperconectado, cheio de redes sociais e automação. Os personagens Deco e Guto, jornalistas e ex-sócios, separados por uma mágoa do passado, retomam contato quando um amigo em comum, Jonas, morre em um acidente de carro autônomo. A partir daí, investigações em torno do caso expõem uma rede de manipulação digital.
Entre as inspirações literárias de Vitor Zenaide, estão nomes como Dan Brown, Frederick Forsyth e Sidney Sheldon. Sobre O unicórnio, que é seu terceiro livro, o autor comenta que buscou o ritmo de binge-reading, ou seja, de tão intenso, dá vontade de ler sem parar: “Você devora as páginas, é uma história em crescente sucessão de encadeamentos.”
O thriller de Zenaide debate sobre os avanços da Inteligência Artificial, da hiperconectividade e suas consequências para a vida humana. Entre entretenimento e reflexão, O unicórnio convida para uma leitura empolgante que pretende mudar a relação do leitor com a tecnologia.
Para saber mais, acesse:
https://editoralabrador.com.br/livro/o-unicornio/

Foto do autor: Renato Nascimento
Leia trechos do romance:
Trecho 1:
“Uma chuva forte e contínua caía naquela noite. Um cenário turbulento que contrastava com o dia tranquilo que Michael tivera em seu improvisado escritório na garagem de casa. Estivera mergulhado de cabeça no novo projeto pessoal. Após um extenso curso de desenho na escola mais conceituada do país, se sentia preparado e aparelhado para começar a fazer o que sonhava desde pequeno: criar cartoons animados. Em vez dos tradicionais gibis de sua infância, o momento pedia agora mais tecnologia e recursos audiovisuais.”
Trecho 2:
“Seu coração estava disparado. Voltava a sentir o combustível de que precisava para se manter vivo. Seus olhos só miravam o horizonte daquela estrada monótona e do interior nordestino com muitas terras, pouca água e uma vegetação rasteira e castigada pela seca. Um rock’n roll tocava alto no carro conectado a seu celular para deixar o caminho mais emocionante e lembrá-lo de seus valores mais intrínsecos, que conectavam com o porquê de estar naquele trajeto solitário.”

