O escritor e jornalista conquistou a principal distinção do Prêmio Jabuti com “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, publicado pela Companhia das Letras. Por motivos de saúde, Ruy Castro não pôde comparecer à cerimônia de premiação, realizada na terça-feira (27), na Sala São Paulo, na capital paulista. O escritor foi representado por Camila Berto Tescarollo, sua editora, que recebeu o prêmio em seu nome. Segundo relatos da própria editora, o autor estava bem e feliz com a conquista.

A obra mergulha em um período decisivo da história brasileira e reconstitui o cotidiano do Rio de Janeiro entre 1935 e 1945, quando a cidade ainda era a capital federal.
Com pesquisa histórica minuciosa e uma narrativa envolvente, Ruy Castro revela os bastidores de uma época marcada por espionagem, tensões políticas e transformações provocadas pela Segunda Guerra Mundial. O livro percorre histórias de espiões, quintas-colunas e disputas ideológicas, além de abordar os efeitos do conflito sobre a vida dos cariocas.

A partir desses episódios, o autor mostra como um conflito de dimensões globais repercutiu nas ruas, nos hábitos e nas relações sociais de uma cidade que ocupava posição estratégica no cenário político brasileiro.
A narrativa também recupera o ambiente político do governo de Getúlio Vargas, em meio às disputas entre integralistas e comunistas, aos blecautes e às preocupações com a segurança nacional.
Em 2025, o escritor já havia recebido o título de Livro do Ano do Jabuti por “O ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim”, obra dedicada à vida e à trajetória de um dos maiores nomes da música brasileira.

