A partir do futebol de botão e do resgate de memórias que dialogam com músicas, filmes e, como não poderia faltar, com futebol e livros, a obra Tá no Filó! Crônicas de futebol de botão usa a crônica, classificada tantas vezes como a literatura ao rés do chão, para refletir sobre o tempo, o afeto e a essência da existência humana.

O cotidiano aparentemente miúdo do futebol de botão ganha contornos de reflexão sobre o cotidiano em Tá no filó! Crônicas de futebol de botão, novo livro de Giovanni Nobile, publicado pela Editora Patuá. A obra reúne 188 páginas que transcendem o universo esportivo: ao investigar a nostalgia e a ludicidade do jogo analógico, a escrita cumpre a vocação da crônica ao transformar o detalhe aparentemente banal em um raio-X sobre o tempo, a memória e a própria condição humana. E faz isso trazendo um recorte sobre o tempo de boa parte da vida dos brasileiros que jogam ou jogaram futebol de botão.
Ao recortar esse pedaço da memória afetiva e cultural brasileira, o livro mostra como o gesto simples de mover times de botões no chão conversa diretamente com as questões mais profundas da vida. O autor Giovanni Nobile destaca que “escrever uma crônica é pegar o tempo com as mãos. Este livro foi escrito ao longo de cinco anos… ou seriam 40 anos de vida? O verdadeiro momento de sua escrita talvez tenha sido nas partidas no chão de taco lá de casa, quando eu tinha uns 8 anos e nem sabia o que era crônica ou o tempo. Trata-se de uma reunião de narrativas sobre algo tão simples do cotidiano, mas que marcou gerações. O futebol de botão ali, ao rés do chão, finalmente se encontra com a crônica, que é justamente a literatura ao rés do chão”, diz o escritor Giovanni Nobile.
O livro conta com ilustrações e prefácio do professor de literatura Jeferson Carvalho, além de indicações de grandes nomes do jornalismo e da literatura esportiva brasileira.
“Um lindo livro escrito pelo Giovanni Nobile, e desenhado pelo Jeferson Carvalho, com o melhor da vida: futebol, e futebol de botão (…) é o verdadeiro jogo bonito do Brasil. Aquele que nos joga ao auge da nossa carreira: a infância sonhando com o futebol. Conversando com nossos botões”, disse Mauro Beting, jornalista esportivo.
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“Talvez o futebol de botão seja a ficção do futebol. Uma ficção em prosa poética. Daí a grandeza desse livro. (…) A tabelinha futebol & literatura ganha mais um craque para os seus quadros. Só o lúdico salva. O autor bate um bolão no seu ludopédio real ou imaginário”, afirmou Xico Sá, jornalista e escritor.
Para o ilustrador e autor do prefácio, a obra ultrapassa os limites do jogo e resgata a poesia contida na simplicidade do futebol de botão. “É uma verdadeira conversa com o tempo e sobre os gestos analógicos que refletem sobre a ansiedade que uma vida corrida e moderna gera. A crônica e o futebol de botão têm essa vocação de dar dignidade ao que parece pequeno e registrar o tempo que a História esquece. Ter a honra de ilustrar e prefaciar este livro foi traduzir em imagens a nossa própria memória; é a página que faltava na nossa literatura ao rés do chão”, declarou Jeferson Carvalho, professor de literatura, ilustrador e autor do prefácio do livro.
Sobre o Autor

Giovanni Nobile vive em Brasília, onde trabalha como jornalista e escritor. Já fez letras de músicas com Alexandre Almeida (Beloved George/Londres) e com Leo Bianchini (integrante do 5 a Seco, hoje residente na Alemanha), e publicou os livros A galeria de arte da Fifi (2023), Enquanto o resto sufoca (2024) e, agora, pela editora Patuá, lança o livro Tá no filó! Crônicas de futebol de botão (2026). É especializado em Língua Portuguesa e Literaturas pela Mackenzie e em Gestão Cultural e Indústria Criativa pela PUC-Rio, além de ter cursado Produção de Ficção no Instituto Vera Cruz. Já colaborou para a revista Piauí e para o jornal literário Rascunho, publicando também crônicas em portais como UOL e no site literário A Tramela. Escreve crônicas sobre a atmosfera do futebol no portal Mundo Botonista e é colunista de literatura na Rádio UEL FM, emissora educativa da Universidade Estadual de Londrina. Também mantém o perfil @DestravaLetra, onde dá dicas de leitura no Instagram.
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