O Banco Central descobriu por acaso 16 fotografias originais do artista carioca, descendentes de franceses, Marc Ferrez. As imagens capturadas entre 1875 e 1908 estamparam as cédulas de mil-réis, moeda vigente da época. Elas foram localizadas numa casa-cofre na sede do BC, em Brasília, lugar onde reúne o acervo histórico do órgão. Em 1980, o Banco Central comprou as fotografias por Cr$ 200 mil, valor que corresponde hoje a 36 mil reais.
Difíceis de serem imaginadas nos dias atuais, as paisagens destacadas nas imagens mostram cenários bem diferentes: o Corcovado sem o Cristo, o bondinho do Pão de Açúcar e o Aterro do Flamengo também ainda não existiam.

Vale lembrar que Marc Ferrez foi o precursor e o principal fotógrafo a explorar as paisagens do país e sua obra é considerada um dos principais documentos visuais e históricos do Brasil, em especial, da cidade do Rio de Janeiro, do século XIX e do início do século XX.
As cédulas circularam no período do Império e da República, entre 1870 e 1923, e outros registros ainda foram usados na década de 1950. Enquanto a cédula de 50 mil-réis estampava a Quinta da Boa Vista e o Palácio de São Cristovão, a cédula de 2 mil-réis retratava o Jardim Botânico e a Rua Primeiro de Março.

Em decorrência do avanço do tempo, é comum que as fotografias recebam um tratamento especial para que permaneçam em boas condições. Para mantê-las seguras e preservadas, ficam num espaço com umidade e temperatura controladas, além de disporem de um sistema de monitoramento 24 horas e visitação do local que estão guardadas por mais de um funcionário.
O objetivo para 2022 é colocá-las em exposição virtual no Flickr do Museu de Valores da instituição, após higienizá-las e armazená-las em materiais apropriados para garantir maior proteção e durabilidade.
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