Patrono da educação brasileira, Paulo Freire ganha homenagem com boneco gigante de Olinda

Desde 2012, o educador, pedagogo e filósofo, Paulo Freire é patrono da educação brasileira. Ele foi o responsável por desenvolver uma estratégia de alfabetização de adultos que leva em consideração as experiências das pessoas.  A obra Pedagogia do Oprimido é o único livro brasileiro a aparecer na lista dos 100 títulos mais solicitados pelas universidades de língua inglesa, segundo o projeto Open Syllabus.

No dia 19 de setembro foi comemorado o centenário de seu nascimento. A Universidade Federal Rural de Pernambuco organizou um evento para essa data. Em homenagem ao professor, também pernambucano, foi criado um boneco gigante pela Casa dos Bonecos Gigantes e Mirins de Olinda. A estrutura pesa 13 quilos e possui 2,1 metros no chão e 3,8 metros de pé. Embora a pesquisa tenha começado antes, o trabalho demorou cerca de 3 meses e 5 pessoas participaram da produção.

A cerimônia de apresentação do boneco ocorreu no Salão Nobre da UFRPE, em Recife, com a presença de alguns professores, enquanto os estudantes puderam acompanhar de forma virtual devido à pandemia.

Ana Maria Araújo Freire, viúva de Paulo, professora e doutora em educação participou do evento de forma remota e manifestou-se por vídeo:

“Me tomo de uma alegria maior quando fico sabendo que esse boneco gigante é gigante mesmo, muito maior que os outros, e que será carregado por um menino que vive na região e estuda na UFRPE. Fico muito honrada. Com a participação de toda comunidade. Isso era uma coisa muito importante para Paulo. Acho uma ideia genial.”

 

O professor da UFRPE, Moisés Santana, que no passado foi aluno de Paulo Freire, organizou as atividades do evento de celebração e destacou a importância e o legado do educador:

“O legado dele está presente no mundo inteiro, existem cátedras no mundo inteiro para estudar Paulo Freire. O estudo dele é muito vinculado aos processos culturais do Brasil e de Pernambuco. Fazer com que ele virasse um boneco gigante é uma forma de manter vivo e recriado o pensamento dele. É uma forma de enraizá-lo ainda mais”.

Confira a reportagem completa AQUI

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