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16 fragmentos de ‘Um Teto Todo Seu’ para entender o legado feminista de Virginia Woolf

por Bianca Peter 21 de março de 2019
por Bianca Peter 21 de março de 2019 1 comentário

Um teto todo seu é um ensaio da escritora britânica Virginia Woolf publicado em 1929. Um compilado de palestras proferidas em 1928 nas faculdades Newnham e Girton da Universidade de Cambridge, duas das escolas para mulheres da instituição, a obra de Woolf está prestes a completar seu centenário e ainda permanece relevante por sua temática: as condições femininas para a autoria de literatura.

Convidada para discursar sobre a temática “Mulheres e ficção”, a autora, que já era um nome proeminente da literatura em língua inglesa, não discorre estritamente sobre aspectos estéticos das produções literárias femininas, mas sobre o que condicionou – e ainda hoje condiciona – a liberdade autoral da mulher para a criação literária. O que Woolf considerava indispensável para alcançar isso? Estabilidade financeira e privacidade. Ou, em seus próprios termos: quinhentas libras e um teto todo seu. Em Um teto todo seu, Virginia Woolf traça um panorama histórico sobre o percurso das mulheres na literatura. Ao mesmo tempo, contribui de forma semi-autobiográfica (e, porque não, literária) com as narrativas de Mary Seton, a mulher que visita uma universidade frequentada por homens e é proibida de entrar na biblioteca, e da hipotética irmã de Shakespeare que, mesmo tão genial quanto ele, não poderia materializar sua voz na realidade do século XVI.

Confira abaixo nossa seleção de fragmentos de Um teto todo seu indispensáveis para compreender a obra:

“Ponderei sobre a razão de a senhora Seton não ter tido dinheiro para nos legar; e sobre os efeitos que a pobreza tem na mente; e pensei nos cavaleiros estranhos que vira naquela manhã, com estolas de pele sobre os ombros; e lembrei que se alguém soltasse um assovio, um deles corria; e pensei no órgão ribombando na capela e nas portas fechadas da biblioteca; e pensei em como é desagradável ficar presa do lado de fora; e pensei em como talvez seja pior ficar presa do lado de dentro; e pensando na segurança na segurança e na prosperidade de um sexo, na pobreza e na desproteção do outro e nos efeitos da tradição e da falta de tradição sobre a mente de um escritor; pensei finalmente que era hora de dar o dia por encerrado, com suas discussões, suas impressões, sua raiva e seu riso.

As mulheres têm servido há séculos como espelhos, com poderes mágicos e deliciosos de refletir a figura do homem com o dobro do tamanho natural. Sem esse poder, provavelmente a terra ainda seria pântanos e selvas. As glórias de todas as nossas guerras seriam desconhecidas. O tsar e o cáiser nunca teriam usado coroa nem a teriam perdido. Seja qual for o uso nas sociedades civilizadas, os espelhos são essenciais para todas as ações violentas e heroicas. É por isso que tanto Napoleão quanto Mussolini insistiam tão enfaticamente na inferioridade das mulheres, pois, se eles não fossem inferiores, eles deixariam de crescer.

Quais eram as condições em que as mulheres viviam?, perguntei a mim mesma; a ficção, quer dizer, o trabalho imaginativo, não cai como uma pedra no chão, como na ciência; ficção é como uma teia de aranha, presa por muito pouco, mas ainda assim presa à vida pelos quatro cantos. Muitas vezes é estar preso é quase imperceptível. As peças de Shakespeare, por exemplo, parecem completamente suspensas quase que por si sós. Mas quando a teia é puxada meio de lado, enganchada pela borda, rasgada na metade, é que se lembra que elas não são tecidas em pleno ar por criaturas incorpóreas; essas teias são o resultado do sofrimento de seres humanos e estão inteiramente presas a coisas materiais, como saúde, dinheiro e a casa onde se mora.

Alunas da Newnham College, da Universidade de Cambridge, em que Virginia Woolf proferiu sua palestra em 1928. Divulgação: Newnham College

O professor Trevelyan falava nada mais que a verdade ao observar que as mulheres em Shakespeare não pareciam carecer de personalidade e temperamento. Quem não é historiador poderá ir além e dizer que as mulheres têm brilhado como um farol em todos os trabalhos de todos os poetas desde o princípio dos tempos – Clitemnestra, Antígona, Cleópatra, Lady Macbeth, Fedra, Créssida, Rosalinda, Desdêmona, a duquesa de Malfi, entre os dramaturgos; e entre os escritores de prosa: Millamant, Clarissa, Becky Sharp, Ana Kariênina, Emma Bovary, Madame de Guermantes – os nomes afluem à mente e também não evocam mulheres que “carecem de personalidade e temperamento”. […] Mas isso é a mulher na ficção. Na vida real, como o professor Trevelyan apontou, ela era trancada, espancada e jogada de um lado para outro.

Ela [a mulher] permeia a poesia de capa a capa; está sempre presente na história. Domina a vida de reis e conquistadores na ficção; na vida real, era a escrava de qualquer garoto cujos pais lhes enfiassem um anel no dedo. Algumas das palavras mais inspiradas, alguns dos pensamentos mais profundos da literatura vieram de seus lábios; na vida real, ela pouco conseguia ler, mal conseguia soletrar e era propriedade do marido.

Seria uma ambição à qual não me atrevo, pensei, ao procurar nas prateleiras por livros que não estavam lá, sugerir para os alunos daquelas universidades famosas que reescrevessem a história, ainda que, para mim, com frequência ela pareça estranha como é, irreal, desequilibrada; mas por que eles não poderiam acrescentar um suplemento à história, dando a ele, lógico, um nome imperceptível, de modo que as mulheres pudessem nele figurar sem impropriedades? Porque com frequência nós as vislumbramos na vida dos grandes, em movimentos rápidos nos bastidores, acho que às vezes mascarando uma piscadela, um riso, talvez uma lágrima.

[…] é impensável que qualquer mulher nos dias de Shakespeare tivesse tido o dom de Shakespeare. Porque um gênio como o de Shakespeare não surgia entre pessoas trabalhadoras, sem educação formal, servis. Não nascia na Inglaterra entre os saxões e bretões. Não surge hoje entre as classes trabalhadoras. Como, então, poderia surgir entre mulheres cujo trabalho começava, de acordo com o professor Trevelyan, pouco antes de deixarem o berço, e ao qual eram impelidas pelos pais e obrigadas pelo poder da lei e dos bons costumes? Ainda assim, gênios desse tipo hão de ter existido entre as classes trabalhadoras.

Quando lemos sobre o afogamento de uma bruxa, sobre uma mulher possuída por demônios, sobre uma feiticeira que vendia ervas ou mesmo sobre um homem muito notável e sua mãe, então acho que estamos diante de uma romancista perdida, de uma poeta subjugada, uma Jane Austen muda e inglória, uma Emily Brontë que esmagou o cérebro em um pântano ou que vivia vagando pelas ruas, enlouquecida pela tortura que seu dom lhe impunha. Na verdade, arrisco-me a dizer que Anônimo, que escreveu tantos poemas sem cantá-los, com certeza era uma mulher.


Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes. Retrato por Patrick Branwell Brontë

Qualquer mulher que tenha nascido com um grande talento no século XVI certamente teria enlouquecido, atirado em si mesma ou terminado seus dias em um chalé nos arredores da vila, meio bruxa, meio feiticeira, temida e escarnecida.

Mas para a mulher, pensei, olhando para as prateleiras vazias, essas dificuldades eram infinitamente mais descomunais. Em primeiro lugar, ter um espaço próprio, que dirá um espaço silencioso ou à prova de som, estava fora de questão, a menos que seus pais fossem riquíssimos ou muito nobres, mesmo no começo do século XIX. Como sua mesada, que dependia da boa vontade do pai, era apenas o suficiente para mantê-la vestida, ela era privada dessas mitigações, assim como Keats, Tennyson ou Carlyle, de uma caminhada, uma viagenzinha à França, de cômodos apartados, os quais por mais miseráveis que fossem, os abrigavam das queixas e tiranias das famílias. Tais dificuldades materiais eram descomunais, mas muito piores eram as imateriais. A indiferença do mundo, que Keats, Flaubert e outros homens geniais achavam tão difícil de suportar, não era, no caso dela, indiferença, mas hostilidade. O mundo não dizia a ela, como dizia a eles: “Escreva se quiser, não faz diferença para mim”. O mundo dizia, gargalhando: “Escrever? O que há de bom na sua escrita?”

Jane Austen escondia seus manuscritos ou cobria-os com um pedaço de mata-borrão. Bom, até então, todo o treinamento literário que uma mulher tinha no começo do século XIX consistia em exercitar a observação de personagens, a análise das emoções. Sua sensibilidade foi lapidada por séculos pelas influências da sala de estar comum. Os sentimentos das pessoas a afetavam; suas relações pessoais estavam sempre diante de seus olhos. Por essa razão, quando a mulher de classe média decidiu escrever, naturalmente escrevia romances, ainda que, como se mostra evidente, duas das quatro mulheres famosas aqui mencionadas não fossem romancistas por natureza. Emily Brontë deveria ter escrito peças de teatro poéticas; a fertilidade da mente capacitada de George Elliot deveria ter se espalhado na época em que o impulso criativo era gasto com história ou biografia. Elas, porém, escreveram romances, é possível até, digo eu retirando Orgulho e preconceito da prateleira, ir além e afirmar que elas escreveram bons romances. Sem fazer alarde ou ofender o sexo oposto, é possível dizer que Orgulho e preconceito é um bom livro. De qualquer forma, ninguém se envergonharia de ser flagrado escrevendo Orgulho e preconceito. No entanto, Jane Austen agradecia quando uma dobradiça rangia, o que lhe permitia esconder seu manuscrito antes que qualquer pessoa entrasse. Para Jane Austen, havia algo desonroso no ato de escrever Orgulho e preconceito. E indaguei-me, Orgulho e preconceito teria sido um romance melhor se Jane Austen não achasse necessário esconder seu manuscrito das visitas?

[…] são os valores masculinos que prevalecem. Falando friamente, futebol e esportes são “importantes”; a adoração da moda, a compra de roupas, “trivial”. E esses valores são inevitavelmente transferidos da vida para a ficção. Este livro é importante, a crítica presume, porque trata da guerra. Este livro é insignificante porque trata dos sentimentos das mulheres na sala de pintura. Uma cena no campo de batalha é mais importante do que uma cena em uma loja – em todo lugar e de forma muito sutil, a diferença de valores persiste.

A literatura está aberta a todos. Recuso-me a permitir que você, mesmo que seja um bedel, me negue acesso ao gramado. Tranque as bibliotecas, se quiser; mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento.

[…] um livro não é feito de frases colocadas lado a lado até o fim, mas de frases construídas, se a imagem ajuda, como arcadas ou domos. E essa construção também foi determinada pelos homens a partir de seus próprios desejos e para seu próprio uso. Não há razão para acreditar que a forma da peça poética ou épica se adapte a uma mulher mais do que a frase lhe é adequada. Mas todas as formas antigas de literatura já estavam arraigadas e estabelecidas quando ela se tornou uma escritora. Apenas o romance era jovem o bastante para ser suavizado em suas mãos – mais uma razão, talvez, pela qual ela escrevia romances.

A primeira edição de Orgulho e preconceito, de Jane Austen. Divulgação: SWNS

A liberdade intelectual depende de coisas materiais. A poesia depende da liberdade intelectual. E as mulheres sempre foram pobres, não só por duzentos anos, mas desde o começo dos tempos. As mulheres gozam de menos liberdade intelectual do que os filhos dos escravos atenienses. As mulheres, portanto, não tiveram a mais remota chance de escrever poesia. […] No entanto, graças à labuta das mulheres obscuras do passado, de quem eu gostaria de saber mais, graças, curiosamente, a duas guerras – a da Crimeia, que permitiu que Florence Nightingale saísse de casa, e a Europeia, que abriu as portas para a mulher comum cerca de sessenta anos mais tarde –, esses males estão prestes a ser corrigidos. Não fosse assim, vocês não estariam aqui esta noite, e a sua chance de ganhar quinhentas libras por ano, por mais precária que ainda seja, seria extremamente minúscula.

Pois acredito que se vivermos por mais um século – estou falando da vida comum que é a vida real, não das vidinhas isoladas que levamos como indivíduos – e tivermos quinhentas libras por ano e um espaço próprio [um teto todo seu]; se cultivarmos o hábito da liberdade e a coragem de escrever exatamente o que pensamos; se fugirmos um pouco das salas de visitas e enxergarmos o ser humano não apenas em relação aos outros, mas em relação à realidade, ao céu, às árvores ou a qualquer coisa que possa existir em si mesma; se olharmos para além do fantasma de Milton, porque nenhum ser humano deveria bloquear nossa visão; se encararmos o fato, porque é um fato, de que não há em quem se apoiar, e de que seguimos sozinhas e nossa relação é com o mundo da realidade e não só com o mundo de homens e mulheres, então a oportunidade surgirá, e a poeta morta que era irmã de Shakespeare encarnará no corpo que tantas vezes ela sacrificou.

Referência:

WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. São Paulo: Tordesilhas, 2014.

um teto todo seuvirginia woolf
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Bianca Peter

Profissional da área de Letras, formada em Pedagogia e mestranda em Divulgação Científica e Cultural na Unicamp. Estudante de tudo que dá na telha.

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