A cantora britânica Dua Lipa deu um novo passo em sua atuação no universo literário ao inaugurar a Manifesto Library, uma biblioteca permanente instalada na histórica Livraria Lello, no Porto, em Portugal. O espaço reúne cerca de 100 obras que foram censuradas, proibidas ou alvo de controvérsias em diferentes momentos da história e nasce como um manifesto em defesa da liberdade de expressão. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a artista e a Livraria Lello, considerada uma das mais belas e tradicionais do mundo. A biblioteca representa a primeira sede física do Service95 Book Club, clube de leitura criado por Dua Lipa, já conhecido por promover entrevistas com autores e incentivar discussões sobre política e cultura contemporânea.
O acervo está organizado em quatro eixos — Poder, Controle, Voz e Memória — e reúne livros que já foram censurados por questionarem estruturas de poder ou abordaram temas como raça, gênero, sexualidade e autoritarismo. Entre os títulos e autores presentes estão O Conto da Aia, de Margaret Atwood, obras de Salman Rushdie, Olga Tokarczuk, Conceição Evaristo e Anthony Burgess, além de clássicos que marcaram debates sobre liberdade intelectual.


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Em comunicado divulgado durante o lançamento, Dua Lipa definiu a Manifesto Library como “um santuário para livros que desapareceram, para autores cuja coragem desafia estruturas de poder e controle e para leitores que se recusam a aceitar que alguém lhes diga o que podem ou não ler”.
A inauguração aconteceu como parte das comemorações dos 120 anos da Livraria Lello e coincide com um período de crescimento das tentativas de censura e proibição de livros em diferentes países. Para os organizadores, a biblioteca reforça a ideia de que a leitura continua sendo uma ferramenta essencial para a formação do pensamento crítico e para a defesa da democracia.

