Saiba mais sobre todos os momentos da época em que os cassinos estavam em ascensão no Brasil.
Os jogos de cassino estão entre as práticas mais antigas e enraizadas na humanidade moderna, a prática é conhecida por proporcionar divertimento, socialização, mas também tem um lado a se preocupar: Há um número considerável de pessoas que acabam se viciando de modo não saudável e perdem grandes fortunas numa tentativa de, por exemplo, às vezes preencher os vazios emocionais que há dentro do processo psíquico, dentre outros.
Como diz o dito popular: “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”, portanto, é necessário que saibamos a diferença entre se divertir com o jogo ou torná-lo um “peso” em nossas vidas. Tais jogos passam a ser um problema a partir do momento em que atrapalham a vida social e financeira do indivíduo, do contrário, os cassinos podem ser como um bar de glamour, por exemplo. Afinal, como diversos fatores influenciaram na retirada dos cassinos de nosso país?
A história dos cassinos no Brasil remonta desde a época do Império. No entanto, nesse momento histórico, era tudo menos glamouroso e espetacular. O auge mesmo se deu nos anos 1930 e 1940. Antes desse auge, em 1917, durante a presidência de Venceslau Brás, a prática foi proibida pela primeira vez em todo o território nacional. Os cassinos fecharam, causando um primeiro impacto negativo na economia relacionada ao setor.
Em 1934, porém, os cassinos foram regulamentados pelo então presidente Getúlio Vargas e, então, passaram a funcionar normalmente por um pouco mais de doze anos. Na época, existiam aproximadamente setenta cassinos em todo o país, em sua maioria localizados em grandes hotéis, onde se reuniam empresários, famosos, políticos ou até figuras públicas internacionais.
Não era só pelos jogos que os cassinos eram conhecidos, mas também pela exibição de grandes espetáculos musicais. Movidos pela expansão das rádios brasileiras, os principais artistas nacionais apresentavam-se também nos maiores cassinos, concentrados principalmente no Rio de Janeiro.

Imagem: Hotel Copacabana Palace. – Acervo Wikipédia.
O símbolo do “glamour” carioca
O primeiro grande cassino brasileiro ficava dentro do hotel Copacabana Palace, que é considerado um ícone da arquitetura do Rio de Janeiro e era, na época de sua inauguração, o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. Uma das exigências para sua construção foi a existência de um cassino associado ao hotel criando uma sinergia entre suas operações e um espaço para shows, bailes e eventos artísticos.
Inaugurado no ano de 1923, O Cassino do Copacabana Palace era luxuoso e recebia grandes espetáculos, tendo visitas como Albert Einstein, Frank Sinatra e Santos Dumont. O Cassino Copacabana tinha uma infraestrutura melhor do que a da maioria dos cassinos da Europa da época e recebeu o título de melhor casa de espetáculos da América do Sul.

Imagem: Prédio antigo do Cassino da Urca. – Acervo Wikipédia
O lar dos grandes espetáculos
Inaugurado também no Rio de Janeiro, em meados de 1930, o Cassino da Urca foi, durante um tempo, o reduto de grandes artistas brasileiros. O empreendimento recebeu grandes nomes do showbusiness da época, como Carmen Miranda, Emilinha Borba e Grande Otelo. Além disso, tinha alguns diferenciais, como um serviço de barcos que ficavam à disposição para transportar pessoas para o Cassino de Icaraí, em Niterói.
Assim como o Cassino do Copacabana Palace, o Cassino da Urca funcionou até o ano de 1946, quando os jogos de azar foram proibidos pelo então Presidente, Eurico Gaspar Dutra.
O dia em que as roletas pararam de girar
“Todos contra o jogo” era a manchete do jornal “A Manhã”, no dia 30 de abril de 1946, nele continha o decreto-lei assinado pelo presidente Dutra, que proibia os jogos de azar no Brasil. De acordo com vários historiadores, a sua esposa Carmela Teles Leite Dutra, teria exercido forte influência na proibição dos jogos, motivada por sua devoção religiosa.
Baseado no argumento de que o jogo é “degradante para o ser humano”, o decreto presidencial causou o fim da atividade dos cassinos no Brasil, deixando cerca de 40 mil trabalhadores sem emprego, causando impacto negativo na economia e no turismo.
A proibição perdura até os dias de hoje, apesar de haver vários movimentos no sentido de legalizar a atividade. Recentemente, em 2018, o Governo Federal sancionou a MP 846 relacionada às apostas de quota fixa no país, onde você pode apostar em jogos esportivos, por exemplo, prevendo um resultado e recebendo um adicional às suas apostas, por isso.
Pela sua natureza mais assertiva e sendo uma modalidade extremamente comum na Europa e em outros países, ajudando na economia e no setor de esporte – após a aprovação da Lei 13.756/18, empresas como a NetBet localizaram as apostas esportivas em seus sites de jogos de cassino online. Eles também patrocinaram times de futebol como o Vasco da Gama e mantém patrocínios com o Red Bull Bragantino, patrocínio master ao BJJ Stars, maior evento de Jiu-Jitsu recente e outros demais.
É esperado pelo Governo Federal que a vinda dessas empresas em questão aprimore o setor de esportes e turismo, gerando impostos em torno de 7 bilhões ao ano.
Mas a ampla implementação das apostas de quota fixa e essas empresas requerem cuidado e estudos, para que o governo não deslize ao caminhar em ovos. As empresas terão o cuidado necessário relacionado ao apostador? A liberação vai parar nas apostas esportivas ou seguirá para os jogos de azar em geral posteriormente? Tudo isso ainda não está claro, mas se hoje 12 dentre os 20 times de futebol na série A do Brasileirão tem um patrocínio vindouro de casas de apostas, é melhor nos prepararmos efetivamente para suas localizações nacionais.