O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu publicamente a realização de assassinatos seletivos diários na Faixa de Gaza, propondo a eliminação de “30 a 40” pessoas todas as noites. As declarações foram feitas no podcast “October 8”, apresentado pelo ex-refém israelense Rom Braslavski. O episódio foi publicado no sábado à noite, 15 de agosto de 2026, e as declarações passaram a ser amplamente divulgadas em 16 e 17 de agosto.
Ben-Gvir afirmou que as ações não deveriam se limitar a pessoas que representassem uma ameaça imediata.

“Há pessoas lá que não merecem viver. Elas não deveriam estar vivas. Nem sequer são pessoas”, declarou o ministro.
Na mesma entrevista, Ben-Gvir apresentou sua visão para o território palestino: “Vejo toda Gaza como nossa”. Ele defendeu a reconstrução de assentamentos judaicos não apenas na antiga área de Gush Katif, evacuada em 2005, mas em toda a Faixa de Gaza. Também defendeu o incentivo à emigração de palestinos e afirmou que aqueles que considera “terroristas” não deveriam ter possibilidade de deixar o território, mas ser mortos “um por um”.
O ministro também criticou a redução dos ataques israelenses em Gaza e declarou discordar do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, defendendo uma intensificação dos assassinatos seletivos.
As declarações provocaram novas críticas internacionais. Falas anteriores de autoridades israelenses, incluindo declarações de Ben-Gvir, já foram mencionadas no contexto das acusações de genocídio apresentadas contra Israel na Corte Internacional de Justiça. A África do Sul, no processo movido contra Israel, argumentou que declarações de autoridades israelenses poderiam contribuir para demonstrar intenção genocida. Israel rejeita a acusação de genocídio.
O episódio ocorre em meio a divergências dentro do governo israelense sobre a condução da guerra e às vésperas das eleições parlamentares previstas para 27 de outubro de 2026.
Veja o vídeo completo:
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