Imagine uma sociedade em que mulheres inventam uma língua própria pra fugir das opressões? Este é o tema central de Língua nativa, clássico do sci-fi feminista de Suzette Haden Elgin. O livro é ambientado no século XXII e a economia mundial depende de um número reduzido de mulheres linguistas, que atuam como tradutoras em negociações entre povos alienígenas e corporações familiares da Terra.

Quando perdem sua utilidade, elas são enviadas para as Casas Estéreis, onde apenas aguardam a morte. É nesse contexto que um pequeno grupo de mulheres começa a desenvolver clandestinamente uma linguagem própria para resistir à opressão do patriarcado.
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A escritora Ursula K. Le Guin, definiu o livro com um “texto exemplar da ficção especulativa” que “explora rigorosamente uma hipótese tanto científica quanto ideológica em suas implicações sociais, morais e emocionais.” Isso por conta deste mundo não muito longe do nosso. No livro passamos por 1999 e o direito feminino ao voto e à participação política foram sumariamente revogados. Em 2205, foram consideradas úteis apenas as mulheres que podem servir aos homens em cargos específicos e a eles subordinados.
Diante disso, a economia mundial passa a depender de um número reduzido de mulheres linguistas, que atuam como tradutoras em negociações entre povos alienígenas e corporações familiares da Terra.
É nesse cenário que a linguista Nazareth Chornyak chega à Casa Estéril de sua Família. Dona de talentos únicos, ela pode ser peça-chave de um movimento audacioso: desafiar o poder dos homens e dar início à revolução. Clássico absoluto tanto da ficção científica quanto da literatura feminista, este livro é um manifesto da importância da liberdade.
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Sobre a autora:
Suzette Haden Elgin (1936-2015) foi pesquisadora em linguística experimental, poeta e escritora de ficção científica. Fundou a Science Fiction Poetry Association e é considerada uma figura importante no campo das linguagens construídas de ficção científica. Entre seus trabalhos mais conhecidos também está a série de livros de não-ficção The Gentle Art of Verbal Self-Defense.