50 anos depois da foto que marcou o mundo, , Kim Phuc, a “Menina do Napalm” passa por um último tratamento de pele.
Uma imagem fala mais do que mil palavras. Sabemos que isso muitas vezes é verdade; mas tem casos em que isso se confirma com uma força impressionante.
É o caso da fotografia de Kim Phuc Phan Thi, a garota que, aos 9 anos, se tornou um símbolo após ser fotografada em uma das fotos mais marcantes da Guerra do Vietnã.
A imagem mostra crianças, dentre elas Kim, correndo após um ataque com um explosivo napalm na aldeia onde moravam.

A história da fotografia
Em junho de 2022, a foto fez 50 anos e, até hoje, é uma das mais importantes imagens de guerra. A foto foi fundamental para que o mundo se desse conta dos horrores da Guerra do Vietnã.
A cena aconteceu próximo à aldeia Trang Bang, que fica há mais ou menos 40km da capital Saigon, quando a força aérea do Vietnã do Sul fez um bombardeio de napalm.
O napalm é uma substância altamente inflamável produzida à base de gasolina. Segundo relatos do fotógrafo, a menina corria e gritava “muito quente, muito quente!”.
O fotógrafo Nick Ut recebeu um Prêmio Pullitzer pela foto, tirada em 8 de junho de 1972. Depois de tirar a foto, ele e outro fotógrafo correram para salvar a menina, levando-a para um hospital.

Debates no jornalismo
Além de ter se tornado um ícone de denúncia dos horrores da guerra, a foto de Nick Ut do ataque de napalm no Vietnã gerou inúmeros debates no jornalismo pelo fato de a foto mostrar uma criança nua.
Até hoje, posts da fotografia nas redes sociais podem render notificações ou mesmo a retirada da foto por causa da nudez.
Conforme conta o site “Aventuras na História”, Kim Phuc se pronunciou sobre o tema e a polêmica:
Estou triste com aqueles que se concentrariam na nudez na imagem histórica e não na poderosa mensagem que ela transmite. Apoio inteiramente a imagem documental tomada por Nick Ut como um momento de verdade que captura o horror da guerra e seus efeitos sobre vítimas inocentes.
50 anos depois
Agora, aos 59 anos, a vietnamita finalmente terminou um tratamento que durou um século e fez sua última sessão a laser – a décima segunda – para as cicatrizes do ataque de napalm.
Kim escreveu um livro no qual conta sua história. Em “A Menina da Foto” (que você pode comprar clicando aqui), ela escreveu suas memórias e fez delas um manifesto contra a guerra.
