Diante da destruição generalizada das instituições de ensino na Faixa de Gaza, uma iniciativa comunitária criou uma “cidade universitária” temporária no sul do território, permitindo que os estudantes continuem sua formação mesmo em meio à crise.
O projeto, montado em Khan Younis, não surgiu de uma decisão oficial, mas sim como uma resposta imediata de professores, acadêmicos e ativistas ao completo colapso da educação superior.
Com quase todas as universidades paralisadas, a iniciativa oferece espaços improvisados de aprendizado: aulas são dadas em tendas ou em áreas abertas, com recursos muito limitados. Os alunos sentam em bancos rudimentares ou diretamente no chão, enquanto os professores utilizam quadros brancos, apostilas impressas e explicações orais para conduzir as aulas.
Leia também: “Um dia, todos terão sido contrários a isso”: Ao receber o National Book Award 2025, Omar El Akkad faz contundente discurso contra genocídio em Gaza

Mesmo sem laboratórios nem equipamentos modernos, estudantes e docentes criaram soluções criativas para manter o ensino vivo. O objetivo é construir um ambiente mínimo com salas de aula básicas, acesso à internet e materiais essenciais, garantindo que a educação não seja totalmente interrompida.
A fase inicial envolve principalmente alunos da Universidade Islâmica de Gaza, com foco em cursos como medicina, enfermagem e engenharia. O projeto também está aberto a estudantes de outras universidades do sul da Faixa, em parceria com suas direções.
Wissam Ashour destacou que a iniciativa marca “o começo da retomada do ensino presencial”, reforçando a importância de preservar a continuidade acadêmica mesmo em meio à devastação.
A “cidade universitária” se tornou um poderoso símbolo de resistência, mostrando a determinação de alunos e educadores em manter o conhecimento vivo entre os escombros.

