O grupo Monjuá traz o espetáculo “Sapo com Asas de Barro”, sob a direção de Fábio Freitas. A produção combina elementos de circo, teatro e dança acrobática, tecendo uma história poética baseada nas criações de Manoel de Barros.
A peça oferece uma jornada a um universo recriado, guiado por uma lógica fantástica e imaginação desprendida, onde os sonhos, a fantasia e a poesia moldam a realidade. Inspirados pelo poeta pantaneiro e sua forma única de enxergar o mundo, os artistas dão vida às “inutilidades” de Manoel, trazendo ao palco o olhar infantil, cheio de metáforas, encanto e sensibilidade para o que geralmente é ignorado.

Sobre o palco, quatro performers encarnam as memórias de um personagem idoso que retorna ao quintal de sua infância e a seu amigo imaginário, um sapo. A partir disso, a trupe explora transformações, tornando-se vento, lama, água, fogo, animais do Pantanal ou uma aranha excêntrica que toca sanfona e realiza malabarismos.
A dramaturgia segue a visão poética de Manoel de Barros, acolhendo o absurdo e usando a imaginação como instrumento de pensamento.
“O circo, assim como o mundo fantástico do poeta das invencionices, é um espaço de liberdade. Esse sapo de barro ganha asas poéticas e convida o público a encontrar, nas pequenas coisas, narrativas grandiosas capazes de nos tocar e transformar, seja por cores, sentimentos ou movimentos”, declara Freitas.
O cenário, desenvolvido em colaboração com Dodô Giovanetti, é uma estrutura de ferro que se adapta durante a apresentação, virando árvore, barco, gangorra ou parquinho. A trilha sonora, composta por Beto Lemos, integra sons da natureza e instrumentos como rabeca, sanfona, cordas e sopros, oscilando entre leveza festiva e profundidade onírica, com um momento ao vivo com acordeom.
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“A música mergulha o espectador nesse ambiente sonoro naturalmente encantado. Ela evoca emoções, cria tensões e enriquece as camadas subjetivas da cena”, comenta Lemos.
A direção de movimento, a cargo de Lavínia Bizzotto, privilegia uma escuta corporal e espacial mais intuitiva, ligando os intérpretes aos elementos naturais e à visão poética do que está à margem. “Nos guiamos pelo olhar do poeta para o minúsculo, para o invisível. O trabalho corporal surgiu como uma união entre o que já estava presente e o que ainda precisava emergir”, explica Bizzotto.
Fábio Freitas
Fábio Freitas é artista do Teatro de Anônimo, com vasta experiência em palhaçaria, circo e teatro popular. Sua formação inclui cursos no Brasil e no exterior. Além de atuar, ele é curador e produtor do Encontro Internacional de Palhaçaria “Anjos do Picadeiro”. Fábio também se destaca como diretor de espetáculos cênicos e oferece formações em palhaçaria. Seu currículo inclui uma variedade de performances, incluindo seu solo “Cão Chupando Manga”, dirigido por Sidnei Cruz, e colaborações com diversos grupos e artistas.
Grupo Monjuá
Formado em 2019, o Grupo Monjuá nasce do encontro de artistas com trajetórias diversas e o desejo comum de desenvolver uma pesquisa dentro do universo do circo, unindo a acrobacia em grupo e a dança acrobática. Em parceria com o diretor Fábio Freitas, o grupo desenvolve um trabalho autoral que valoriza a pesquisa e a colaboração artística. Sua primeira criação, Magote, estreou em 2021 e participou de importantes circuitos culturais. Atualmente, o grupo encontra-se em processo de montagem do espetáculo Sapo com Asas de Barro, livremente inspirado na obra do poeta Manoel de Barros. A estreia será no dia 16 agosto de 2025, no Sesc Tijuca, por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.
Ficha Técnica:
Concepção: Grupo Monjuá
Intérpretes criadores: Ana Luiza Gonçalves, Fernando Nicolini, Guilherme Gomes, Helena Heyzer e Bárbara Abi-Rihan
Direção: Fábio Freitas
Direção de movimento: Lavínia Bizotto
Trilha sonora original: Beto Lemos
Voz trilha sonora: Martim Lemos
Figurino: Raquel Theo
Textos: Fábio Freitas e Ana Luiza Gonçalves
Criação de aparelho circense: Grupo Monjuá e Dodô Giovanetti
Cenotécnico: Dodô Giovanetti e Heribelton Carvalho
Desenho de luz e operação: Juliana Moreira
Operação de som: Miguel Noronha
Intérprete de Libras: Diana Dantas
Audiodescrição: Gilson Moreira
Fotografia: Renato Mangolin
Vídeo: Vinicius Paranhos
Identidade visual: Pedro Pessanha
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues
Produção executiva: eLabore.Kom
Coordenação de produção: Helena Heyzer e Ana Luiza Gonçalves
Realização: Grupo Monjuá e Hajalume Produções
Serviço
Sapo com Asas de Barro
Temporada: 16 de agosto a 14 de setembro de 2025
Sábados e Domingos: 16h (sextas-feiras nos dias 22/08, 29/08 e 05/09: 11h e 15 h)
Local: Sesc Tijuca (Teatro I)
Ingressos: R$ 5 (associado do Sesc), R$ 10 (meia-entrada), R$ 20 (inteira), Gratuito (PCG)
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539, Rio de Janeiro – RJ
Informações:
Bilheteria – Horário de funcionamento:
Terça a sexta – de 7h às 19h30;
Sábados – de 9h às 19h
Domingos – de 9h às 18h.
Classificação: livre
Duração: 60 minutos
Lotação: 150 lugares
Gênero: circo

