Fundada em 1897, a Academia Brasileira de Letras (ABL) reúne intelectuais e escritores renomados, chamados “imortais”. Com sede no Rio de Janeiro, tem a finalidade de promover a língua portuguesa, a literatura brasileira e a cultura nacional. Cabe destacar, no entanto, que a presença feminina é algo recente. Até 1976, a instituição admitia somente o ingresso de “brasileiros do sexo masculino”. Nesse mesmo ano, o art. 17 do Regimento Interno foi alterado, assegurando às mulheres a possibilidade de candidatura.
De 1977 a 2025, 13 mulheres foram eleitas para a ABL.
“O estatuto da Academia Brasileira de Letras estabelece que para alguém candidatar-se é preciso ser brasileiro nato e ter publicado, em qualquer gênero da literatura, obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livros de valor literário. Seguindo o modelo da Academia Francesa, a ABL é constituída por 40 membros efetivos e perpétuos. Além deste quadro, existem 20 membros correspondentes estrangeiros.
Os imortais são escolhidos mediante eleição por escrutínio secreto. Quando um Acadêmico falece, a cadeira é declarada vaga na Sessão de Saudade, e a partir de então os interessados dispõem de 15 dias para se candidatarem, através de carta enviada ao Presidente. A eleição transcorre 30 dias após a declaração da vaga.” (site ABL)
Enumeramos cada uma delas por ordem de ingresso, citando algumas de suas principais obras. Todos os títulos constam em suas bibliografias no site da ABL e muitos deles estão traduzidos e publicados em outros idiomas:
1.Rachel de Queiroz (1910 -2003) – Foi a primeira mulher a ser eleita em 1977 para ocupar a cadeira 5. Ainda na juventude, iniciou sua carreira jornalística como colaboradora para diversos jornais e periódicos. Escreveu peças de teatro, crônicas, romances e literatura infantil. Seus livros mais conhecidos são: O Quinze, 1930 e Memorial de Maria Moura, 1992.

Outras publicações: João Miguel, 1932; Caminho de pedras, 1937; As três Marias, 1939; A donzela e a Moura Torta, 1948; Lampião (peça dramática em cinco atos), 1953; A Beata Maria do Egito (peça em três atos e quatro quadros), 1958; 100 crônicas escolhidas, 1958; O brasileiro perplexo, 1963; O caçador de tatu, 1967; O menino mágico. 1967; Dora, Doralina, 1975; As menininhas e outras crônicas, 1976; O jogador de sinuca e mais historinhas, 1980; O galo de ouro, 1985; Cafute e Pena-de-Prata (com ilustrações de Ziraldo), 1986; As terras ásperas, 1993; Teatro, 1995; Tantos anos (com Maria José de Queiroz), 1998.
2. Dinah Silveira de Queiroz (1911- 1982) – Após ter sua primeira candidatura rejeitada, a escritora foi eleita em 1980 para ocupar a cadeira 7. Estudou no Colégio Les Oiseaux e escreveu durante muito tempo para diversos jornais e rádios. Aos 19 anos, casou-se com o advogado e literato que era primo da escritora Rachel de Queiroz. As obras que tiveram maior repercussão foram: Floradas na serra (romance, 1939) e A muralha, (romance , 1954).

Outras publicações: A sereia verde, novela e contos (1941); Margarida la Rocque, romance (1949); O oitavo dia, teatro (1956); As noites do morro do encanto, contos (1957); Eles herdarão a terra, ficção científica (1960); Os invasores, romance (1965); A princesa dos escravos, biografia (1966); Verão dos infiéis, romance (1968); Comba Malina, ficção científica (1969); Café da manhã, crônicas (1969); Seleta, org. sel. e notas de Bella Jozef (1974); Eu venho, Memorial do Cristo I (1974); Eu, Jesus, Memorial do Cristo II (1977); Baía de espuma, literatura infantil (1979); Guida, caríssima Guida, romance (1981).
Leia também: Como Lygia Fagundes Telles denunciou as torturas da ditadura em “As Meninas”?
3. Lygia Fagundes Telles (1923- 2022) – Eleita em 1985 para a cadeira 16. Formou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (FDUSP) da Universidade de São Paulo e trabalhou como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. Além de participar de antologias e coletâneas, publicou vários livros de diferentes gêneros literários, estão entre alguns títulos mais conhecidos: Ciranda de pedra (romance, 1954, 2009); Antes do baile verde (contos, 1970, 2009); As meninas (romance, 1973, 2009); As horas nuas (romance, 1989, 2010); A estrutura da bolha de sabão (contos, 1991, 2010).

Outras publicações: Verão no aquário (romance, 1963, 2010); Seminário dos ratos (contos, 1977, 2009); A disciplina do amor (ficção e memória, 1980, 2010); Mistérios (contos, 1981); A noite escura e mais eu (contos, 1995, 2009); Invenção e memória (ficção e memória, 2000, 2009); Durante aquele estranho chá (ficção e memória, 2002, 2010); Meus contos preferidos (antologia de contos, 2004); Meus contos esquecidos (antologia de contos, 2005); Conspiração de nuvens (ficção e memória, 2007); Capitu, escrito em parceria com Paulo Emílio Sales Gomes, inspirado no romance Dom Casmurro, de Machado de Assis (roteiro cinematográfico, 2008); Histórias de Mistério (2002, 2010); Passaporte para a China (2011); Um coração ardente (2012); O segredo (2012).
4. Nélida Piñon (1937- 2022) – Foi eleita em 1989 e ocupou a cadeira 30. Entre 1996-1997, foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras quando a instituição completou o I Centenário, e a primeira mulher a presidir uma Academia de Letras no mundo. Formou-se no curso de Jornalismo, da Faculdade de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, trabalhou em revistas e atuou como professora. Suas obras foram traduzidas para mais de 30 países e contemplam romances, contos, ensaios, discursos, crônicas e memórias. Alguns títulos mais conhecidos são: Livro das Horas, 2012; Uma furtiva lágrima, 2019.

Outras publicações: Guia-mapa de Gabriel Arcanjo (romance),1961; Madeira Feita Cruz (romance), 1963; Tempo das Frutas (contos), 1966; Fundador (romance), 1976. A Casa da Paixão (romance), 1972; Sala de Armas (contos), 1979; Tebas do Meu Coração (romance), 1974. A Força do Destino (romance), 1977; O Calor das Coisas (contos),1980; A República dos Sonhos (romance),1984; A Doce Canção de Caetana (romance), 1987; O Pão de Cada Dia (fragmentos), 1994; A Roda do Vento (romance infanto-juvenil), 1996; Até Amanhã, Outra Vez, 1999; O Cortejo do Divino e outros Contos Escolhidos, 1999; O Presumível Coração da América (discursos), 2002; Vozes do Deserto (romance), 2004. O Ritual da Arte, ensaio sobre a criação literária (inédito). La Seducción de La Memória, (2006); Aprendiz de Homero (ensaios), 2008; Coração Andarilho (memórias), 2009; Filhos da América, 2016; Os rostos que tenho, 2023 (obra póstuma).
5. Zélia Gattai (1916-2008) – eleita em 2001 para ocupar a cadeira 23. Cursou Língua e Civilização Francesa, na Sorbonne em 1949, e também dedicou-se à fotografia. Em 1945, casou-se com Jorge Amado. As obras mais conhecidas: Anarquistas, graças a Deus (memórias), 1979 e Um chapéu para viagem,1982.

Outras publicações: Pássaros noturnos do Abaeté, com gravuras de Calasans Neto, 1983; Reportagem incompleta (fotobiografia), 1987; Jardim de inverno, 1988; Pipistrelo das mil cores (infantil), ilustrado por Pink Wainer, 1989; O segredo da Rua 18 (infantil), ilustrado por Ricardo Leite, 1991; Chão de meninos (memórias), 1992; Crônica de uma namorada (romance), 1995; A Casa do Rio Vermelho, 1999; Città di Roma, ilustrado com fotografias, 2000; Jonas e a Sereia (infantil) com ilustrações de Roger Mello, 2000; Códigos de família (memórias), 2001; Jorge Amado: um baiano sensual e romântico (memórias), 2002.
6. Ana Maria Machado (1941) – Eleita em 2003, passando a ocupar a cadeira 1. Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MoMa de Nova York, tendo participado de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior. Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ. Atuou como professora em escolas e universidades e jornalista em diversos veículos de comunicação. Por 35 anos exerceu intensa atividade na promoção da leitura e fomento do livro, participando de seminários e integrando diversas associações. Com uma vasta produção em literatura infantojuvenil, publicou também livros de ensaios, romances e poesia, além de organizar antologias.

Ensaios: Recado do Nome, 2003; Esta Força Estranha, 1996; Contracorrente, 1997; Texturas, 2001; Como e Por que Ler os Clássicos Universais desde cedo, 2002; Ilhas no Tempo, 2004; Romântico, sedutor e anarquista: como e por que ler Jorge Amado hoje, 2006; Balaio: Livros e Leituras, 2007. Silenciosa Algazarra, 2011; Uma rede de casas encantadas, 2012.
Romances: Alice e Ulisses, 1983; Tropical Sol da Liberdade, 1988; Canteiros de Saturno, 1991; Aos Quatro Ventos, 1993; O Mar nunca Transborda, 1995; A Audácia Desta Mulher, 1999; Para Sempre, 2001; Palavra de Honra, 2005; Infâmia, 2010; Um mapa todo seu, 2015.
Literatura infantojuvenil: Bento-que-bento-é-o-frade, 1977; Camilão, o Comilão, 1977. Currupaco Papaco, 1977. Severino Faz Chover, 1993 (reeditado) História Meio ao Contrário, 1979; O Menino Pedro e Seu Boi Voador, 1979; Raul da Ferrugem Azul, 1979; A Grande Aventura da Maria Fumaça, 1980; Balas, Bombons, Caramelos, 1980; O Elefantinho Malcriado, 1980; Bem do Seu Tamanho, 1980; Do Outro Lado Tem Segredos, 1980; Era uma Vez, Três, 1980; O Gato do Mato e o Cachorro do Morro, 1980; O Natal de Manuel, 1980; Série Conte Outra Vez, 1980-81; De Olho nas Penas, 1981; Palavras, Palavrinhas, Palavrões, 1981; História de Jaboti Sabido com Macaco Metido, 1981; Bisa Bia, Bisa Bel, 1982; Era uma Vez um Tirano, 1982; O Elfo e a Sereia, 1982. Um Avião, uma Viola, 1982; Hoje Tem Espetáculo, 1983; Série Mico Maneco (Cabe na Mala; Mico Maneco; Tatu Bobo; Menino Poti; Uma Gota de Mágica; Pena de Pato e de Tico-tico; Fome Danada; Boladas e Amigos; O Tesouro da Raposa; O Barraco do Carrapato: O Rato Roeu a Roupa: Uma Arara e Sete Papagaios; A Zabumba do Quati; Banho sem Chuva; O Palhaço Espalhafato; No Imenso Mar Azul; Um Dragão no Piquenique; Troca-troca; Surpresa na Sombra; Com Prazer e Alegria), 1983-88; Passarinho Me Contou, 1983; Praga de Unicórnio, 1983; Alguns Medos e Seus Segredos,1984; Gente, Bicho, Planta: o Mundo Me Encanta,1984; Mandingas da Ilha Quilomba (O Mistério da Ilha), 1984; O Menino Que Espiava pra Dentro, 1984; A Jararaca, a Perereca e a Tiririca, 1985; O Pavão do Abre-e-Fecha, 1985; Quem Perde Ganha, 1985; A Velhinha Maluquete, 1986; Menina Bonita do Laço de Fita, 1986; O Canto da Praça, 1986; Peleja, 1986; Série Filhote (Lugar Nenhum; Brincadeira de Sombra; Eu Era um Dragão; Maré Alta, Maré Baixa), 1987; Coleção Barquinho de Papel (A Galinha Que Criava um Ratinho; Besouro e Prata; A Arara e o Guaraná; Avental Que o Vento Leva; Ai, Quem Me Dera…; Maria Sapeba; Um Dia Desses); Uma Vontade Louca, 1990; Mistérios do Mar Oceano, 1992; Na Praia e no Luar, Tartaruga Quer o Mar, 1992; Vira-vira, 1992. Série Adivinhe Só (O Que É?; Manos Malucos I e II; Piadinhas Infames), 1993. Dedo Mindinho, 1993; Um Natal Que não Termina, 1993; Um Herói Fanfarrão e Sua Mãe Bem Valente, 1994; O Gato Massamê e Aquilo Que Ele Vê, 1994; Exploration into Latin America, 1994; Isso Ninguém Me Tira, 1994; O Touro da Língua de Ouro, 1995; Uma Noite sem Igual, 1995; Gente como a Gente, 1996. Beijos Mágicos, 1996; Os Dois Gêmeos, 1996; De Fora da Arca, 1996; Série Lê pra Mim (Cachinhos de Ouro; Dona Baratinha; A Festa no Céu; Os Três Porquinhos; O Veado e a Onça; João Bobo), 1996-1997; Amigos Secretos, 1997. Tudo ao Mesmo Tempo Agora, 1997; Ponto a Ponto, 1998; Os Anjos Pintores, 1998; O Segredo da Oncinha, 1998; Melusina, a Dama dos Mil Prodígios,1998; Amigo é Comigo, 1999; Fiz Voar o Meu Chapéu, 1999; Mas Que Festa!,1999; A Maravilhosa Ponte do Meu Irmão, 2000; O Menino Que Virou Escritor, 2001; Do Outro Mundo, 2002. De Carta em Carta, 2002; Histórias à Brasileira, 2002. Portinholas, 2003; Abrindo Caminho, 2003; Palmas para João Cristiano, 2004; O Cavaleiro dos Sonhos, 2005; Procura-se Lobo, 2005; Coleção Gato Escondido (Onde Está Meu Travesseiro?, Que Lambança!, Vamos Brincar de Escola?, e Delícias e Gostosuras), 2004-2006; O Menino e o Maestro, 2006; A Princesa que Escolhia, 2006; Mensagem Para Você, 2007. Histórias à Brasileira 3 – Pavão Misterioso e outras., 2008; A Minhoca da Sorte, 2008; Não se Mata na Mata: Lembranças de Rondon, 2008; Série 7 Mares (Odisseu e a Vingança do Deus do Mar; O Pescador e a Mãe D’Água; Simbad, o Marujo; O velho do Mar; Pescador de Naufrágios, A nau catarineta, Os Argonautas), 2008-2012; ABC do Brasil, 2009; Sinais do Mar, 2009.
Um pra lá, outro pra cá, 2009; Histórias à Brasileira 4 – A Donzela Guerreira e outras, 2010; Curvo ou Reto – Olhar Secreto, 201; Série Histórias do Mundo (Histórias Greco-romanas, Histórias Árabes, Histórias Chinesas, Histórias Africanas, Histórias Russas), 2011-2015; Quem foi que fez?, 2012; Série Unidunitê (Fim de Semana, Quem sou eu?, Quando eu crescer, e Um, dois, Três, agora é sua vez), 2013; Enquanto o dia não chega, 2013; De noite no bosque, 2015. Poesia: Sinais do Mar, 2009.
7. Cleonice Berardinelli (1916-2023) – Foi eleita em 2009 para a cadeira 8. Licenciou-se em Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1938) e fez o doutorado em Letras Clássicas e Vernáculas pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (1959) defendendo a primeira tese sobre Fernando Pessoa feita no Brasil. Atuou como professora em diversas universidades brasileiras e como professora convidada em instituições do exterior. Além de escrever diversos capítulos de livros, ensaios, resenhas, prefácios em revistas e obras coletivas, no Brasil e no exterior, publicou antologias de poetas, principalmente portugueses, e críticas literárias.

Obras: Cantigas de trovadores medievais em português moderno,1953; Mário de Sá-Carneiro: poesia. (Antologia, com introdução e notas), 1958; Auto de Vicente Anes Joeira. (Edição crítica com Introdução e notas), 1963; João de Deus: poesia. Antologia, com introdução e notas, 1967; Autos de António Ribeiro Chiado. Edição crítica com Introdução e notas, vol. I., (em colaboração com Ronaldo Menegaz), 1968; Antologia do Teatro de Gil Vicente, com introdução e notas, 1971; Estudos Camonianos, 1973; Gil Vicente: autos. Antologia, com introdução e notas, 1974; Fernando Pessoa. Obras em prosa. Introdução e notas, 1975; Fernando Pessoa. Alguma Prosa. Seleção, Introdução e notas, 1976; Sonetos de Camões. Edição crítica, introdução e notas, 1980; Fernando Pessoa. Poemas, 1980; Antologia do teatro de Gil Vicente, 1984; Estudos de Literatura Portuguesa, 1985; Antologia da poesia de José Régio, 1985; Os melhores poemas de Bocage, 1987; Álvaro de Campos. A passagem das horas, 1988; Poemas de Álvaro de Campos. Edição crítica com Introdução, notas e Aparato Genético, 1990; Poemas de Álvaro de Campos. Edição de Cleonice Berardinelli, 1992; Teatro de António Ribeiro Chiado. Edição de Cleonice Berardinelli e Ronaldo Menegaz, 1994; Poemas de Álvaro de Campos. Fixação do texto, Introdução e Notas de Cleonice Berardinelli, 1999; Estudos Camonianos. Nova edição revista e ampliada de Cleonice Berardinelli, 2000; Fernando Pessoa: Outra vez te revejo, 2004; Mensagem de Fernando Pessoa. Organização de Cleonice Berardinelli e Maurício Matos, 2008; Mário de Sá-Carneiro: antologia, 2015; Fernando Pessoa. Mensagem, 2014, Cinco séculos de Sonetos Portugueses – de Camões a Fernando Pessoa, 2013; Gil Vicente: autos, 2012; Fernando Pessoa: antologia poética, 2012; Poemas de Álvaro de Campos, 2009.
8. Rosiska Darcy de Oliveira (1944) – Foi eleita em 2013 para ocupar a cadeira 10. Formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica. Iniciou seu percurso profissional como jornalista em diversos veículos como jornais e revistas. Como professora do doutorado de Letras na PUC-Rio, aprofundou, ao longo dos anos, sua pesquisa sobre a literatura escrita por mulheres. Atualmente, é diretora de publicações da Academia Brasileira de Letras, editora da Revista Brasileira, faz parte de diversos conselhos de instituições e preside outras associações. Além de artigos e ensaios, ela escreveu contos e crônicas. Livros mais conhecidas: Baile de máscaras (crônicas), 2013; Liberdade, 2021.

Outras publicações: A Libertação da Mulher, 1975; Ivan Illich e Paulo Freire: A Opressão da Pedagogia e a Pedagogia dos Oprimidos, 1977; Vivendo e Aprendendo, co-autora, 1980; Le Féminin Ambigu, 1989; O Elogio da Diferença: o feminino emergente, 1991; La Culture des Femmes : tradition et innovation, 1992; In Praise of Difference: the rise of global feminism, 1998; A Dama e o Unicórnio, 2000; Outono de Ouro e Sangue, 2002; Reengenharia do Tempo, 2003; A Natureza do Escorpião, 2006; Chão de Terra, 2010; Pássaro Louco, 2016.
9. Fernanda Montenegro (1929): Eleita em 2021, tomou posse em 2022, ocupando a cadeira 17. Além de ter feito o curso técnico de secretariado, atuou como locutora na Rádio Ministério da Educação e Saúde, atual Rádio MEC, fator que foi decisivo para a sua carreira como atriz. Sua entrada marcou a inclusão de uma artista de grande projeção popular, expandindo ainda mais a dimensão cultural da ABL. Suas obras publicadas: Fernanda Montenegro: Itinerário fotobiográfico, 2018 e“Prólogo, Ato, Epílogo”: memórias (com a colaboração de Marta Góes), 2019.

10. Heloísa Teixeira (1939-2025) – Foi eleita em 2023 para a cadeira 30. Formou-se em Letras Clássicas pela PUC-Rio, cursou o mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, nos EUA. Anteriormente conhecida como Heloísa Buarque de Hollanda, foi professora emérita da Escola de Comunicação da UFRJ, dedicada aos estudos culturais, em especial ao feminismo, tendo ainda importante atuação como crítica literária, ensaísta, antologista e editora. Além de diversos livros publicados, participou e organizou coletâneas.

Publicações: Feminista eu?; 29 Poetas Hoje; 26 Poetas Hoje [1976]; Pensamento feminista hoje – Sexualidades do sul global; Pensamento feminista hoje – Perspectivas decoloniais; Pensamento feminista brasileiro – Formação e contexto; Pensamento feminista – Conceitos fundamentais; Explosão feminista – Arte, cultura, política e universidade; Rachel Rachel; Zona Digital (organizado com Cristiane Costa); Cultura como recurso; Escolhas – Uma autobiografia intelectual; Enter – Antologia digital; Otra línea de fuego. Quince poetas brasileñas ultracontemporáneas (org com Teresa Arijón); Asdrúbal trouxe o trombone – memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; (Coleção Melhores Crônicas) Rachel de Queiroz; Puentes/Pontes. Poesia argentina e brasileira contemporânea (org com Jorge Monteleone); Impressões de Viagem – CPC, vanguarda e desbunde (1960/70); Ana C: Correspondência incompleta; Tendências e Impasses – o feminismo como crítica da cultura; Pós-Modernismo e Política; Quase Catálogo 2 – Artistas plásticas no Rio de Janeiro (1975-85); Quase Catálogo 1 – Realizadoras de cinema no Brasil (1930-1988); Cultura e Participação nos anos 60 (com Marcos Augusto Gonçalves);
11. Lilia Schwarcz (1957): Eleita em março de 2024 para a cadeira 9. Formou-se em História na USP, possui mestrado na UNICAMP e doutorado em Antropologia Social na USP e atua como professora. Foi curadora de exposições, organizou coleções e publicou mais de 30 livros.

Algumas publicações: Retrato em branco e negro (1987); Espetáculo das raças (1993. Prêmio APCA); As Barbas do Imperador (1998, Prêmio Jabuti livro do ano e Farrar Strauss & Girroux 2000); A longa viagem da biblioteca dos reis (2002. Prêmio IHGB); O sol do Brasil (2008, Prêmio Jabuti); Brasil uma biografia (com Heloisa Starling, 2015, finalista Prêmio Jabuti); Um enigma chamado Brasil (com André Botelho, 2010. Prêmio Jabuti); A batalha do Avaí (2013, prêmio Academia Brasileira de Letras), Dicionário da escravidão e da Liberdade (com Flavio Gomes, 2018, finalista Jabuti); Lima Barreto triste visionário (2018, prêmio Biblioteca Nacional, prêmio Anpocs, finalista Jabuti); Sobre o autoritarismo no Brasil (2019, finalista Jabuti), Bailarina da morte: a gripe espanhola de 1918 (com Heloisa Starling, 2020, finalista Jabuti), Enciclopédia Negra (com Flávio Gomes e Jaime Lauriano, 2021, Prêmio Jabuti); O sequestro da independência (2022, com Lúcia Stumpf e Carlos Lima), Óculos de cor: enxergar e não ver (2022, prêmio Jabuti).
12. Ana Maria Gonçalves (1970): Foi eleita em julho de 2025 para a cadeira 33, sendo a primeira mulher negra a ingressar na ABL. Formou-se em Pedagogia pela UFG, fez o mestrado em Educação pela UFMG e doutorado em Educação Escolar pela UNESP. Atuou como professora, publicitária e escritora residente em universidades nos EUA e escreveu diversos artigos em alguns veículos de comunicação, abordando temas raciais, políticos e culturais. Publicou contos em antologias no Brasil e no exterior e suas principais obras são: Ao lado e à margem do que sentes por mim (2002) e Um defeito de cor (2006), livro ganhador do prêmio Casa de Las Américas (Cuba, 2007).

13.Miriam Leitão (1953) – Foi eleita em agosto de 2025 para a cadeira 7. Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), atuou em diversos órgãos de comunicação do Brasil, nos meios jornal, rádio e televisão, e, atualmente, trabalha para o grupo Globo. Possui uma variedade de obras publicadas de diversos gêneros literários, como romance, crônicas, livros infantis e livros reportagem.

Publicações: Convém sonhar, coletânea de crônicas e colunas, 2011; Saga brasileira, a longa luta de um povo por sua moeda, 2012 — Prêmio Jabuti de livro reportagem, e Jabuti de livro do ano de não ficção, 2012; Tempos extremos, romance— finalista do Prêmio São Paulo, 2014; História do futuro — O horizonte do Brasil no século XXI, livro-reportagem, 2015; A verdade é teimosa — coletânea de colunas, 2017; Refúgio no sábado — crônicas, finalista do Prêmio Jabuti, 2018; Democracia na armadilha — Crônicas do desgoverno, 2022; Amazônia na encruzilhada, 2024 — livro-reportagem —Prêmio Juca Pato, 2024;
Literatura infantil: A perigosa vida dos passarinhos pequenos — Prêmio FNLIJ. Selo de Altamente Recomendável da FNLIJ; Semi-finalista do Prêmio Jabuti, 2013; A menina do nome enfeitado, 2014; Flávia e o bolo de chocolate, 2015; O estranho caso do sono perdido — Selo de Altamente Recomendável da FNLIJ, 2016; O mistério do pau oco, 2018; As Aventuras do tempo, 2019; O menino que conhecia o fim da noite, 2022, (Rocco); Lulli, a gata aventureira, 2025.


