• Sobre nós
  • Parcerias
  • Contato
  • Divulgue seu livro!
JornalNota
  • Home
  • Literatura
    • Todos Contos e Crônicas HQs Literatura Estrangeira Literatura Nacional Poesia
      Literatura

      Algumas reflexões sobre autoria feminina à partir de Glória Anzaldúa e Virgínia Woolf

      13 de março de 2026

      Literatura

      A prosa de precisão quase hipnótica de Ann Quin em “Três”

      12 de março de 2026

      Literatura

      Romance e distopia tecnológica em “A jogada”, de Anna Victória M. de Souza

      9 de março de 2026

      Literatura

      “Os Homens Não Conhecem o Amor”, de Pipo R. Ananias, transforma vulnerabilidade masculina…

      5 de março de 2026

      Contos e Crônicas

      A Literatura Neomarginal de Vitor Miranda e a crueza em “Os Ratos Vão…

      29 de setembro de 2025

      Contos e Crônicas

      “Boceta encantada e outras historinhas”: em seu livro de estreia, Sarah Forte propõe…

      10 de setembro de 2025

      Contos e Crônicas

      “Insônia”: coletânea de contos de Graciliano Gamos retratam a miséria e o lado…

      18 de fevereiro de 2025

      Contos e Crônicas

      “O Voo das Libélulas e outros contos inflamáveis”, de Kênia Marangão: quando o…

      20 de novembro de 2024

      HQs

      Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, ganha versão inédita em quadrinhos

      17 de janeiro de 2026

      HQs

      “O Monstro da Lagoa Negra”, “Frankenstein” e “Drácula” viram HQ com releituras inéditas…

      18 de julho de 2025

      HQs

      “Céleste e Proust”: história em quadrinhos retrata a relação entre governanta e escritor…

      25 de outubro de 2024

      HQs

      Romeu e Julieta, a história de amor mais famosa do mundo, ganha versão…

      22 de outubro de 2024

      Literatura Estrangeira

      A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

      2 de março de 2026

      Literatura Estrangeira

      Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

      17 de fevereiro de 2026

      Literatura Estrangeira

      Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

      14 de fevereiro de 2026

      Literatura Estrangeira

      “Sátántangó”: a incômoda obra de László Krasznahorkai que trata sobre a miséria material…

      30 de janeiro de 2026

      Literatura Nacional

      Em “Hum”, de Samir Mesquita, texto e imagem traçam vidas na menor cidade…

      19 de janeiro de 2026

      Literatura Nacional

      Sophia Ganeff venceu o Prêmio LOBA 2025 na categoria de Romance Não Publicado…

      19 de dezembro de 2025

      Literatura Nacional

      “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

      5 de dezembro de 2025

      Literatura Nacional

      “Ouro da Floresta”, de Niara Su, faz da literatura um espaço de crítica…

      24 de novembro de 2025

      Poesia

      A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

      2 de março de 2026

      Poesia

      As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

      2 de fevereiro de 2026

      Poesia

      Milena Martins Moura vence o Prêmio LOBA 2025 com “o carro de apolo…

      19 de dezembro de 2025

      Poesia

      “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

      5 de dezembro de 2025

  • Cultura
    • Cultura

      O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

      9 de março de 2026

      Cultura

      Pedro Prado apresenta composições autorais Na Rotina, em São Paulo

      3 de março de 2026

      Cultura

      Conheça a incrível intervenção urbana que criticou a desigualdade no acesso à cultura…

      28 de fevereiro de 2026

      Cultura

      Foto inédita dos anos 60 registra Silvio Santos, primeira esposa e Cíntia Abravanel

      24 de fevereiro de 2026

      Cultura

      Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

      17 de fevereiro de 2026

  • Notícias
    • Notícias

      Lendo sobre o neoliberalismo enquanto o neoliberalismo atravessa a sua vida

      13 de março de 2026

      Notícias

      Paulina Chiziane recebe o prêmio de Melhor Escritora Africana pelo African Award de…

      13 de março de 2026

      Notícias

      Aos 95 anos, Ruth Rocha será homenageada pela Mancha Verde no Carnaval de…

      12 de março de 2026

      Notícias

      Brasil faz a maior “rematriação” da arte afro-brasileira e marca exposição em Salvador…

      6 de março de 2026

      Notícias

      Vancouver inaugura Museu do Fracasso Pessoal onde se exibem derrotas: “é muito humano”

      5 de março de 2026

  • Listas
    • Listas

      O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

      9 de março de 2026

      Listas

      5 livros indicados pela jornalista Ana Paula Renault

      6 de março de 2026

      Listas

      10 Filmes estrelados por Wagner Moura adaptados da literatura

      2 de março de 2026

      Listas

      10 poemas para conhecer Orides Fontela

      26 de fevereiro de 2026

      Listas

      11 filmes indicados ao Oscar 2026 inspirados em livros

      25 de fevereiro de 2026

  • Cinema
    • Cinema

      Documentário “A Vida Secreta de Meus Três Homens” explora hereditariedade e violência 

      5 de março de 2026

      Cinema

      “A Miss” insere questionamentos no universo dos concursos de beleza 

      26 de fevereiro de 2026

      Cinema

      “Salve Geral: Irmandade”:  tece memória traumática e tensão em um dos filmes mais…

      25 de fevereiro de 2026

      Cinema

      Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

      14 de fevereiro de 2026

      Cinema

      Nouvelle Vague (2025) mostra que imitar o homenageado não torna a homenagem mais…

      11 de fevereiro de 2026

  • Resenhas
    • Resenhas

      “A tecnologia não é para você (até agora)”: livro de Leticia Lucati desmistifica…

      12 de março de 2026

      Resenhas

      “Myana na Fazenda dos Avós”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata a infância…

      5 de março de 2026

      Resenhas

      “Myana e o Segredo das Emoções”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata infância…

      26 de fevereiro de 2026

      Resenhas

      “O Chip”: romance de Ulisses Sawczuk imagina país de extrema-direita que controla população…

      24 de fevereiro de 2026

      Resenhas

      As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

      2 de fevereiro de 2026

  • Teatro
    • Teatro

      Inspirado em “Pierrot le Fou”, de Godard, peça “Coração na Boca” reflete sobre amor…

      11 de março de 2026

      Teatro

      “Fissura”: texto e direção de Clarisse Zarvos traz solo que usa o terror…

      11 de março de 2026

      Teatro

      “Hamlet, sonhos que virão”: Um espetáculo visualmente deslumbrante que corre mais do que…

      6 de março de 2026

      Teatro

      “Medea”, encenação de Gabriel Vilela, expõe a tragédia que as mulheres vivem, independente…

      26 de fevereiro de 2026

      Teatro

      “A Culpa é dos Javalis”: no ponto de ônibus da masculinidade em crise

      11 de fevereiro de 2026

  • Divulgue seu livro!
  • Apoie o Jornal Nota!
  • Mais
    • Artes
      • Artes

        “StoryTerra”: plataforma mapeia obras por localização e período histórico

        10 de setembro de 2025

        Artes

        Conheça Ramin Karimloo, o iraniano que se tornou um dos maiores nomes do…

        31 de agosto de 2025

        Artes

        Peça: “Os Anjos vão para o céu” volta para o Cemitério de Automóveis…

        13 de agosto de 2025

        Artes

        Boneca Eva completa 45 anos ainda atraindo turistas em Nova Friburgo, no Rio…

        29 de julho de 2025

        Artes

        Minuto Escola Estudantes oferece 500 vaga e 85 bolsas de R$1.000 em curso…

        3 de julho de 2025

    • Música
    • Outros assuntos
    • Ver todos os posts
  • Clube do Livro
Resenhas

“Os meus mortos pedem nomes”: a importância de nomear e dar voz aos nossos ancestrais, por Fabiane Albuquerque

por Fernanda Silva de Moraes 2 de dezembro de 2025
por Fernanda Silva de Moraes 2 de dezembro de 2025 0 comentário

Este livro poderia ser uma ficção. Afinal, a escrita de Fabiane Albuquerque nos cativa desde as primeiras palavras que compõem seu mais novo livro, Os meus mortos pedem nomes (2025) que faz parte da “coleção ninguém é uma ilha” publicado pela Hecatombe/ Urutau.

Em um texto que intercala conceitos acadêmicos, a voz da autora e tantas outras vozes silenciadas ao longo do tempo nos convida a repensar nossas histórias e a cutucar nossas memórias para compreender uma pergunta que considero central: porque eu não sei quase nada sobre meus ancestrais?

O texto escrito em primeira pessoa é dividido em nove capítulos distribuídos em 238 páginas, que vão desde os resquícios pensados pela autora em sua própria história até uma ode ao ressentimento, que a movimenta neste processo de falar e dar nome aos seus mortos.

Seu arcabouço teórico é extremamente vasto e é impressionante e quanto ela consegue ao longo do texto organizar o pensamento e concatenar todas as suas ideias com os conceitos trabalhados por intelectuais negros contemporâneos e clássicos.

Me conectei com a Fabiane de maneira orgânica e porque não dizer, acadêmica, já que também prezo pela escrita de si e pela escrevivência, ciente de que o meu discurso não deve está distante do meu viver, por isso, peço licença à pessoa leitora, para compartilhar minhas impressões sobre este texto também em primeira pessoa.

Convidando os mortos para esta discussão

É com a morte e a convivência com os mortos que Fabiane nos introduz neste ensaio, visto que é possível acessar arcabouço teórico e as escrevivências da própria autora, bem como as vivências de tantas outras pessoas que não puderam contar suas próprias histórias. Entendo, portanto, que é possível dar nomes aos nossos mortos como é percebido na introdução:

“A morte sempre rondou as memórias e as histórias da minha família, de forma a insinuar-se a qualquer momento, fosse num choro reprimido, nas lágrimas jamais derramadas quando deveriam ou no silêncio com relação aos algozes. A morte era o ponto nevrálgico do sertão mineiro, onde passei parte da infância. Acontece que uma coisa é conviver com a morte, carregá-la na memória e na vida, outra é poder dar nomes aos defuntos. Desta última parte, somos escassos, porque, além de nos impedir o direito de lembrar, aquele de saber é um grande obstáculo (p. 23)”.

Nossos mortos não têm nome. Nem nome, nem história, e atualmente é possível compreender ao menos em parte os fundamentos dessa condição, de não sabermos quase nada sobre nosso passado, nem mesmo o nome das nossas pessoas, de nossas famílias, nossos ancestrais. Se ao menos não tivessem em 1891, mandado queimar os arquivos da escravidão, teríamos ainda boa parte desses documentos tão preciosos, que não nos libertariam da dor, mas poderíamos direcionar para um nome, quem sabe rostos e suas identidades.

Percebi que Fabiane Albuquerque também possui pouquíssimas informações sobre os seus mortos, mas uma coisa é certa e a isso ela se apega: os seus mortos vieram do sertão do Brasil, o que delimita de alguma forma não apenas uma morte física para os seus entes, como também uma morte social, como ela relata no capítulo Dos Meus Dois Sertões:

“Repito: sou fruto de dois sertões, talvez até mais, na impossibilidade de traçar a trajetória dos meus ancestrais dentro do Brasil. Ser de família sertaneja pobre é ser fixada, real e simbolicamente, no lugar da morte e, quando se deparam conosco, executam-nos sem remorsos. Conviver com a morte social nunca foi fácil. Dela, pouco se discute, mas se morre. Meu pai nunca foi chamado pelo nome em São Paulo ou em Minas Gerais. Era sempre o “Paraibano” ou o ‘Nortista’ (p. 58)”.

A autora dá conta de ser de dois sertões: o paraibano e o mineiro e como não poderia ser diferente, caminha ao encontro de alguns dos maiores nomes da literatura brasileira, como, Euclides da Cunha, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa, do qual discorda sobre um ponto muito específico, como pode ser lido no trecho a seguir:

“Aconselhou-me um padre da paróquia de um bairro de classe média, onde também vivi, como empregada da minha tia, a buscar uma ordem religiosa ligada à Teologia da Libertação. A proposta me soou interessante, embora eu não soubesse do que se tratava. Libertação, o contrário do que Guimarães Rosa dizia, que o sertão era ir obedecendo-se a ele. Eu não queria obediências, obedecências, nem ao meu destino de pobreza, ao casamento como projeto de vida, eu quis ir embora” (p. 60).

Fabiane é desobediente, insurgente e insubmissa. Diz não ao sistema e contradiz os padrões que nos são impostos pelas condições de gênero, raça, classe e também aqui, território. Quiseram colocá-la em caixas que a submetem a repetições, e também quiseram fazer isso comigo, mas não foi possível. Seguimos nos rebelando!

Quis ir embora e foi muitas vezes! Fabiane já esteve em muitos lugares e como é possível que viaje tanto com tantas pessoas à tiracolo? As lutas de pessoas negras nunca se encerram em si. Sempre carregamos conosco as lutas de muitas e muitos, às vezes, toda uma geração.

Caminhando com seus mortos sem nomes

Como já disse anteriormente, a autora de Os meus mortos pedem nome (2025) carrega muitas histórias consigo, mas percebi ao longo da leitura que ela reconhece a responsabilidade e o peso que carrega consigo, mesmo sabendo que não o faz sozinha, abordado o assunto mais especificamente em Das Nossas Formas de Morrer:

O racismo quotidiano, estrutura da sociedade, é um fardo pesado demais para um corpo sozinho dar conta. […] Será que estamos prontos para desenterrar as nossas ossadas, olhá-las de frente e dar nomes ao que se passou? (p. 79-89).

Enquanto lia Os meus mortos pedem nome (2025), me dei conta de que também não conheço a minha história. Por exemplo, a minha avó materna foi uma dessas “meninas pegas para criar”, como a história de Tereza (p. 160) e tantas outras que ela apresenta ao longo do livro. Minha avó nunca me contou uma história de sua infância, ou de dias felizes de férias. Não contou, porque nunca teve dias assim. Esteve trabalhando desde muito jovem, talvez por isso cansou-se e partiu tão cedo.

O trabalho realizado por Fabiane é orgânico e riquíssimo em termos de conteúdo e forma, pois, a fluidez com que suas palavras nos permitem uma imersão completa, mas é necessário ir com calma, pois há aqui um grande esforço mental para encarar tantas verdades de uma só vez.

Eu já conhecia tais verdades, essas ideias me acompanham faz tempo, mas ler é esse processo contínuo de lembrar e esquecer e de se deparar com o óbvio que não foi devidamente compreendido em outras leituras. Assim, fui encarada por algumas verdades, que provocaram estas reflexões, para além da perspectiva intelectual, me atingindo pessoalmente. Por exemplo, já conhecia o conceito de diáspora, mas quando li o que Fabiane traz ainda no Das Nossas Formas de Morrer:

A diáspora do povo afro-brasileiro iniciou-se com o sequestro da população negra em terras africanas, a fuga interna à procura de lugares seguros da pólvora do colonizador. Depois disso, para os quilombos urbanos e áreas de difícil acesso, a fim de dificultar a captura. Após a lei que instituiu o fim o tráfico de escravos, em 1850, o povo negro foi vendido internamente, deslocado de uma região a outra, na maior parte dos casos, do nordesde para o sudeste. Em 1888, saíram das fazendas às cidades em busca de trabalho, do campo para as favelas, das favelas para áreas nas bordas das cidades, de barracos de tábuas ao teto das pontes. (p. 98)

Foi nesse trecho que também me lembrei de Carolina Maria de Jesus, que em seus diários publicados em Quarto de Despejo (2014) compartilhava como “os políticos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê seu povo oprimido” (p. 39) e como o peso que Fabiane relata também é sentido por Carolina, por mim e por outras mulheres escritoras ou não, que tem utilizado a própria voz para falar dos seus próprios mortos física ou socialmente.

Leia também: Canção para ninar menino grande: escrevivências de Conceição Evaristo

Os meus mortos pedem nome e resistem

Como se não bastasse ter que enfrentar o apagamento, o silenciamento e a morte social, o Estado brasileiro ainda tratou de inventar e sustentar mitos que se sustentam até hoje como uma forma de manter os nossos mortos esquecidos, mas eles resistem através de nós. Fabiane relata alguns dos desses mitos que ainda permanecem sendo alimentados no Brasil e como ele continua oprimindo a população negra no item Morte social:

Nos criaram mitos para encobrir os absurdos da história. O primeiro foi o da colonização portuguesa ter sido mais leve e sem preconceitos com relação às demais, pois, afinal, os nossos colonizadores se misturaram e fizeram filhos mestiços. […] Outro mito foi o da democracia racial, cujo principal propulsor, Gilberto Freyre, membro da elite intelectual brasileira, pinta um Brasil onde não há racismo. As raças vivem de forma harmoniosa. […] O mito da cordialidade do povo brasileiro teve a função social de controlar a raiva da população oprimida, inibindo-a ou camuflando-a. […] (p. 125-130)

Pois é, além de termos que nos contentar com o silêncio, ainda esperam de nós, resignação. Como a autora possui muitas referências intelectuais negras, quem a lê, consegue ter informações que levariam anos para que pudéssemos concentrar todas essas informações.

Os meus mortos pedem nomes (2025), escancara uma verdade dolorosa que é não ter direito à ancestralidade, de não conhecer a história da maioria de nossas famílias. As causas desse fato estão escancaradas, mas pensar sobre a dor causada pelo apagamento é pouco refletida, porque passamos a maior parte do tempo resistindo. 

Resistimos a tudo isso e, ao contrário do que esperavam, a raça negra não foi extinta. Não houve política de embranquecimento, extermínio e genocídio que desse conta de apagar os rastros pretos da história nacional, embora sobre ela não seja lançada luz. (p. 151)

E é por isso, que continuamos resistindo, porque ainda há muitas vozes a serem amplificadas. Precisamos falar de muitas pessoas e encontrar formas de nos conectarmos com nossos ancestrais. Há um vazio que precisa ser preenchido e nem todas essas tentativas de embranquecimento serão capazes de nos calar. Seguimos desobedientes, insurgentes e insubmissas. Assim como Fabiane relata, 

Eu estou aqui, reivindicando olhar para a nossa história, para as ossadas e para os meus mortos, os que conheci e os que nunca vi, que sequer sei os nomes. Os meus ressentimentos existem para incomodar quem já virou a página, pois a memória, como diz Ecléa Bosi, tem a função prática de limitar a indeterminação. […] Ah! Eu não quero colocar o meu para dormir. Preciso dele de pé, bem acordado, mesmo que represente uma barreira entre mim e quem possa me ouvir. Meu ressentimento é processo, é resultado, é herança, como diz Allan da Rosa, ele é parte do que me mantém viva.  (p. 224-225)

E a desobediência é um fator essencial aqui, visto que, não é possível assistir à tanto sofrimento, lembrar de tantas dores e não se ressentir. Não somente isso, como também verbalizar e expurgar nossa indignação. Um gesto de se negar a aceitar um destino que não nos cabe mais, porque agora sabemos o que é preciso ser feito para fincar nossos pés na história com direito a nome, sobrenome e um rosto que nos identifique.

O que posso anunciar é que não aceito a morte como destino, nem aquela que me foi apresentada para sobreviver neste mundo branco, masculino e burguês, nem a que me quis fora dele. (p. 229)

Eu também não aceito a morte, Fabiane. Estamos juntas nessa luta e nesse processo de reconstituição de nossas memórias e nossos passados. Creio que ao concluir essa leitura, teremos mais pessoas interessadas em dar aos nossos mortos nomes e tudo mais que eles desejarem.

Veja a resenha em vídeo:

Sobre a autora

Fabiane Albuquerque é mineira, de Contagem. Nasceu na periferia, morou parte da infância no sertão mineiro, cidade de Corinto. Voltou para as bordas da capital, mesmo bairro, e o encontrou diverso, experimentando mais intensivamente a exclusão social, o abandono e a humilhação de classe. Vivenciou o racismo nas suas diferentes formas e conheceu as artimanhas de dominação do patriarcado, no corpo e na psiquê. Assim como o grande sociólogo Florestan Fernandes, iniciou a aprendizagem sociológica muito cedo, observando o mundo, as injustiças sociais, a falta de poder dos que a rodeavam, e a raiva sem escape, as mortes e a banalidade com que os corpos dos pobres desaparecem, na maioria das vezes, sem deixar rastros.
Descende de gente escravizada, trazida à força para o Brasil, de povos nativos e, infelizmente, de colonizadores que violentaram mulheres. Os seus viveram em fazendas, trabalhando pela subsistência até a sua geração, quando os seus pais se juntaram aos tantos trabalhadores das grandes cidades, em busca de uma vida melhor. Mudou-se inúmeras vezes na infância: periferia, sertão, sertão, periferia, bairro de classe média, Goiás, África do Sul, Congo, de volta ao Brasil, Itália e, atualmente, França. É de lá que escreveu Os meus mortos pedem nomes, ao dar-se conta de que não carrega nenhum objeto de família, não possui jazigos para levar flores aos seus entes queridos, não tem uma casa sequer de herança e, sobretudo, não consegue traçar uma árvore genealógica, pois a ela foram negadas raízes, o direito de saber de onde vem e os nomes dos que a antecederam. Por isso escreveu este livro, com a pretensão de fazer justiça, ou pelo menos, lembrar ao mundo que ela a reivindica. Para si e para os seus.

Compre o livro aqui!

brasilliteratura brasileiramemórias
Compartilhar 0 FacebookTwitterPinterestLinkedinWhatsappEmail
Fernanda Silva de Moraes

Fernanda Silva de Moraes Graduada em Economia com Especialização em Consultoria pela UESC/BA Escritora e Pesquisadora com Mestrado em Letras PPGCEL/UESB/BA Consultora de Negócios e em Práticas Antirracistas e Letramento Racial Criadora de conteúdo no Instagram e TikTok no perfil: Primeira Impressão @fernandam.primeiraimpressao Lattes: https://lattes.cnpq.br/3479385037792270

post anterior
Funcionária da limpeza passa em Universidade federal onde trabalhou por 15 anos:”onde eu limpava, hoje eu me sento para estudar”
próximo post
Conceição Evaristo e “Carolina Maria de Jesus” se encontram ao final das filmagens de Quarto de Despejo

Publicações relacionadas

“A tecnologia não é para você (até agora)”:...

12 de março de 2026

“Myana na Fazenda dos Avós”: livro de Eliana...

5 de março de 2026

“Myana e o Segredo das Emoções”: livro de...

26 de fevereiro de 2026

“O Chip”: romance de Ulisses Sawczuk imagina país...

24 de fevereiro de 2026

As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio...

2 de fevereiro de 2026

“Sátántangó”: a incômoda obra de László Krasznahorkai que...

30 de janeiro de 2026

A crônica vive: “Três Perus Metafísicos e Outras...

26 de janeiro de 2026

“Manifesto Antimaternalista”, de Vera Iaconelli evidencia um sistema...

20 de janeiro de 2026

A Nostalgia que surge da inocência do desconhecido...

19 de janeiro de 2026

Em “Hum”, de Samir Mesquita, texto e imagem...

19 de janeiro de 2026

Deixar um comentário Cancelar resposta

Save my name, email, and website in this browser for the next time I comment.

Receba nossa newsletter!

    APOIE O JORNAL NOTA!

    APOIE!

    Últimas publicações

    • Lendo sobre o neoliberalismo enquanto o neoliberalismo atravessa a sua vida
    • Algumas reflexões sobre autoria feminina à partir de Glória Anzaldúa e Virgínia Woolf
    • Paulina Chiziane recebe o prêmio de Melhor Escritora Africana pelo African Award de 2026
    • “A tecnologia não é para você (até agora)”: livro de Leticia Lucati desmistifica e convida o leitor a refletir sobre a tecnologia
    • A prosa de precisão quase hipnótica de Ann Quin em “Três”

    Siga-nos

    Facebook Twitter Instagram Pinterest Youtube Spotify

    Últimas no Facebook

    Últimas no Facebook




    Saiba mais

    • Sobre nós
    • Parcerias
    • Contato
    • Divulgue seu livro!

    Siga-nos

    Facebook Twitter Instagram Pinterest Youtube Spotify

    Podcast Jornal Nota

    Footer Logo

    @2021 NotaTerapia - Todos os direitos reservados.

    JornalNota
    • Home
    • Literatura
      • Todos Contos e Crônicas HQs Literatura Estrangeira Literatura Nacional Poesia
        Literatura

        Algumas reflexões sobre autoria feminina à partir de Glória Anzaldúa e Virgínia Woolf

        13 de março de 2026

        Literatura

        A prosa de precisão quase hipnótica de Ann Quin em “Três”

        12 de março de 2026

        Literatura

        Romance e distopia tecnológica em “A jogada”, de Anna Victória M. de Souza

        9 de março de 2026

        Literatura

        “Os Homens Não Conhecem o Amor”, de Pipo R. Ananias, transforma vulnerabilidade masculina…

        5 de março de 2026

        Contos e Crônicas

        A Literatura Neomarginal de Vitor Miranda e a crueza em “Os Ratos Vão…

        29 de setembro de 2025

        Contos e Crônicas

        “Boceta encantada e outras historinhas”: em seu livro de estreia, Sarah Forte propõe…

        10 de setembro de 2025

        Contos e Crônicas

        “Insônia”: coletânea de contos de Graciliano Gamos retratam a miséria e o lado…

        18 de fevereiro de 2025

        Contos e Crônicas

        “O Voo das Libélulas e outros contos inflamáveis”, de Kênia Marangão: quando o…

        20 de novembro de 2024

        HQs

        Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, ganha versão inédita em quadrinhos

        17 de janeiro de 2026

        HQs

        “O Monstro da Lagoa Negra”, “Frankenstein” e “Drácula” viram HQ com releituras inéditas…

        18 de julho de 2025

        HQs

        “Céleste e Proust”: história em quadrinhos retrata a relação entre governanta e escritor…

        25 de outubro de 2024

        HQs

        Romeu e Julieta, a história de amor mais famosa do mundo, ganha versão…

        22 de outubro de 2024

        Literatura Estrangeira

        A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

        2 de março de 2026

        Literatura Estrangeira

        Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

        17 de fevereiro de 2026

        Literatura Estrangeira

        Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

        14 de fevereiro de 2026

        Literatura Estrangeira

        “Sátántangó”: a incômoda obra de László Krasznahorkai que trata sobre a miséria material…

        30 de janeiro de 2026

        Literatura Nacional

        Em “Hum”, de Samir Mesquita, texto e imagem traçam vidas na menor cidade…

        19 de janeiro de 2026

        Literatura Nacional

        Sophia Ganeff venceu o Prêmio LOBA 2025 na categoria de Romance Não Publicado…

        19 de dezembro de 2025

        Literatura Nacional

        “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

        5 de dezembro de 2025

        Literatura Nacional

        “Ouro da Floresta”, de Niara Su, faz da literatura um espaço de crítica…

        24 de novembro de 2025

        Poesia

        A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

        2 de março de 2026

        Poesia

        As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

        2 de fevereiro de 2026

        Poesia

        Milena Martins Moura vence o Prêmio LOBA 2025 com “o carro de apolo…

        19 de dezembro de 2025

        Poesia

        “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

        5 de dezembro de 2025

    • Cultura
      • Cultura

        O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

        9 de março de 2026

        Cultura

        Pedro Prado apresenta composições autorais Na Rotina, em São Paulo

        3 de março de 2026

        Cultura

        Conheça a incrível intervenção urbana que criticou a desigualdade no acesso à cultura…

        28 de fevereiro de 2026

        Cultura

        Foto inédita dos anos 60 registra Silvio Santos, primeira esposa e Cíntia Abravanel

        24 de fevereiro de 2026

        Cultura

        Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

        17 de fevereiro de 2026

    • Notícias
      • Notícias

        Lendo sobre o neoliberalismo enquanto o neoliberalismo atravessa a sua vida

        13 de março de 2026

        Notícias

        Paulina Chiziane recebe o prêmio de Melhor Escritora Africana pelo African Award de…

        13 de março de 2026

        Notícias

        Aos 95 anos, Ruth Rocha será homenageada pela Mancha Verde no Carnaval de…

        12 de março de 2026

        Notícias

        Brasil faz a maior “rematriação” da arte afro-brasileira e marca exposição em Salvador…

        6 de março de 2026

        Notícias

        Vancouver inaugura Museu do Fracasso Pessoal onde se exibem derrotas: “é muito humano”

        5 de março de 2026

    • Listas
      • Listas

        O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

        9 de março de 2026

        Listas

        5 livros indicados pela jornalista Ana Paula Renault

        6 de março de 2026

        Listas

        10 Filmes estrelados por Wagner Moura adaptados da literatura

        2 de março de 2026

        Listas

        10 poemas para conhecer Orides Fontela

        26 de fevereiro de 2026

        Listas

        11 filmes indicados ao Oscar 2026 inspirados em livros

        25 de fevereiro de 2026

    • Cinema
      • Cinema

        Documentário “A Vida Secreta de Meus Três Homens” explora hereditariedade e violência 

        5 de março de 2026

        Cinema

        “A Miss” insere questionamentos no universo dos concursos de beleza 

        26 de fevereiro de 2026

        Cinema

        “Salve Geral: Irmandade”:  tece memória traumática e tensão em um dos filmes mais…

        25 de fevereiro de 2026

        Cinema

        Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

        14 de fevereiro de 2026

        Cinema

        Nouvelle Vague (2025) mostra que imitar o homenageado não torna a homenagem mais…

        11 de fevereiro de 2026

    • Resenhas
      • Resenhas

        “A tecnologia não é para você (até agora)”: livro de Leticia Lucati desmistifica…

        12 de março de 2026

        Resenhas

        “Myana na Fazenda dos Avós”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata a infância…

        5 de março de 2026

        Resenhas

        “Myana e o Segredo das Emoções”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata infância…

        26 de fevereiro de 2026

        Resenhas

        “O Chip”: romance de Ulisses Sawczuk imagina país de extrema-direita que controla população…

        24 de fevereiro de 2026

        Resenhas

        As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

        2 de fevereiro de 2026

    • Teatro
      • Teatro

        Inspirado em “Pierrot le Fou”, de Godard, peça “Coração na Boca” reflete sobre amor…

        11 de março de 2026

        Teatro

        “Fissura”: texto e direção de Clarisse Zarvos traz solo que usa o terror…

        11 de março de 2026

        Teatro

        “Hamlet, sonhos que virão”: Um espetáculo visualmente deslumbrante que corre mais do que…

        6 de março de 2026

        Teatro

        “Medea”, encenação de Gabriel Vilela, expõe a tragédia que as mulheres vivem, independente…

        26 de fevereiro de 2026

        Teatro

        “A Culpa é dos Javalis”: no ponto de ônibus da masculinidade em crise

        11 de fevereiro de 2026

    • Divulgue seu livro!
    • Apoie o Jornal Nota!
    • Mais
      • Artes
        • Artes

          “StoryTerra”: plataforma mapeia obras por localização e período histórico

          10 de setembro de 2025

          Artes

          Conheça Ramin Karimloo, o iraniano que se tornou um dos maiores nomes do…

          31 de agosto de 2025

          Artes

          Peça: “Os Anjos vão para o céu” volta para o Cemitério de Automóveis…

          13 de agosto de 2025

          Artes

          Boneca Eva completa 45 anos ainda atraindo turistas em Nova Friburgo, no Rio…

          29 de julho de 2025

          Artes

          Minuto Escola Estudantes oferece 500 vaga e 85 bolsas de R$1.000 em curso…

          3 de julho de 2025

      • Música
      • Outros assuntos
      • Ver todos os posts
    • Clube do Livro
    JornalNota
    • Home
    • Literatura
      • Todos Contos e Crônicas HQs Literatura Estrangeira Literatura Nacional Poesia
        Literatura

        Algumas reflexões sobre autoria feminina à partir de Glória Anzaldúa e Virgínia Woolf

        13 de março de 2026

        Literatura

        A prosa de precisão quase hipnótica de Ann Quin em “Três”

        12 de março de 2026

        Literatura

        Romance e distopia tecnológica em “A jogada”, de Anna Victória M. de Souza

        9 de março de 2026

        Literatura

        “Os Homens Não Conhecem o Amor”, de Pipo R. Ananias, transforma vulnerabilidade masculina…

        5 de março de 2026

        Contos e Crônicas

        A Literatura Neomarginal de Vitor Miranda e a crueza em “Os Ratos Vão…

        29 de setembro de 2025

        Contos e Crônicas

        “Boceta encantada e outras historinhas”: em seu livro de estreia, Sarah Forte propõe…

        10 de setembro de 2025

        Contos e Crônicas

        “Insônia”: coletânea de contos de Graciliano Gamos retratam a miséria e o lado…

        18 de fevereiro de 2025

        Contos e Crônicas

        “O Voo das Libélulas e outros contos inflamáveis”, de Kênia Marangão: quando o…

        20 de novembro de 2024

        HQs

        Incidente em Antares, de Érico Veríssimo, ganha versão inédita em quadrinhos

        17 de janeiro de 2026

        HQs

        “O Monstro da Lagoa Negra”, “Frankenstein” e “Drácula” viram HQ com releituras inéditas…

        18 de julho de 2025

        HQs

        “Céleste e Proust”: história em quadrinhos retrata a relação entre governanta e escritor…

        25 de outubro de 2024

        HQs

        Romeu e Julieta, a história de amor mais famosa do mundo, ganha versão…

        22 de outubro de 2024

        Literatura Estrangeira

        A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

        2 de março de 2026

        Literatura Estrangeira

        Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

        17 de fevereiro de 2026

        Literatura Estrangeira

        Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

        14 de fevereiro de 2026

        Literatura Estrangeira

        “Sátántangó”: a incômoda obra de László Krasznahorkai que trata sobre a miséria material…

        30 de janeiro de 2026

        Literatura Nacional

        Em “Hum”, de Samir Mesquita, texto e imagem traçam vidas na menor cidade…

        19 de janeiro de 2026

        Literatura Nacional

        Sophia Ganeff venceu o Prêmio LOBA 2025 na categoria de Romance Não Publicado…

        19 de dezembro de 2025

        Literatura Nacional

        “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

        5 de dezembro de 2025

        Literatura Nacional

        “Ouro da Floresta”, de Niara Su, faz da literatura um espaço de crítica…

        24 de novembro de 2025

        Poesia

        A poesia nas trincheiras: Wilfred Owen e a acusação contra o sacrifício patriótico

        2 de março de 2026

        Poesia

        As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

        2 de fevereiro de 2026

        Poesia

        Milena Martins Moura vence o Prêmio LOBA 2025 com “o carro de apolo…

        19 de dezembro de 2025

        Poesia

        “Baleia”: Felipe Bier estreia na poesia em busca de novos horizontes estéticos e…

        5 de dezembro de 2025

    • Cultura
      • Cultura

        O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

        9 de março de 2026

        Cultura

        Pedro Prado apresenta composições autorais Na Rotina, em São Paulo

        3 de março de 2026

        Cultura

        Conheça a incrível intervenção urbana que criticou a desigualdade no acesso à cultura…

        28 de fevereiro de 2026

        Cultura

        Foto inédita dos anos 60 registra Silvio Santos, primeira esposa e Cíntia Abravanel

        24 de fevereiro de 2026

        Cultura

        Quando a doença criou monstros: a tuberculose e a formação do vampiro

        17 de fevereiro de 2026

    • Notícias
      • Notícias

        Lendo sobre o neoliberalismo enquanto o neoliberalismo atravessa a sua vida

        13 de março de 2026

        Notícias

        Paulina Chiziane recebe o prêmio de Melhor Escritora Africana pelo African Award de…

        13 de março de 2026

        Notícias

        Aos 95 anos, Ruth Rocha será homenageada pela Mancha Verde no Carnaval de…

        12 de março de 2026

        Notícias

        Brasil faz a maior “rematriação” da arte afro-brasileira e marca exposição em Salvador…

        6 de março de 2026

        Notícias

        Vancouver inaugura Museu do Fracasso Pessoal onde se exibem derrotas: “é muito humano”

        5 de março de 2026

    • Listas
      • Listas

        O caminho universal para o fascismo: padrões para se observar

        9 de março de 2026

        Listas

        5 livros indicados pela jornalista Ana Paula Renault

        6 de março de 2026

        Listas

        10 Filmes estrelados por Wagner Moura adaptados da literatura

        2 de março de 2026

        Listas

        10 poemas para conhecer Orides Fontela

        26 de fevereiro de 2026

        Listas

        11 filmes indicados ao Oscar 2026 inspirados em livros

        25 de fevereiro de 2026

    • Cinema
      • Cinema

        Documentário “A Vida Secreta de Meus Três Homens” explora hereditariedade e violência 

        5 de março de 2026

        Cinema

        “A Miss” insere questionamentos no universo dos concursos de beleza 

        26 de fevereiro de 2026

        Cinema

        “Salve Geral: Irmandade”:  tece memória traumática e tensão em um dos filmes mais…

        25 de fevereiro de 2026

        Cinema

        Novos trailers, cenas e imagens de Sam Claflin e Jeremy Irons em “O…

        14 de fevereiro de 2026

        Cinema

        Nouvelle Vague (2025) mostra que imitar o homenageado não torna a homenagem mais…

        11 de fevereiro de 2026

    • Resenhas
      • Resenhas

        “A tecnologia não é para você (até agora)”: livro de Leticia Lucati desmistifica…

        12 de março de 2026

        Resenhas

        “Myana na Fazenda dos Avós”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata a infância…

        5 de março de 2026

        Resenhas

        “Myana e o Segredo das Emoções”: livro de Eliana Curado Barbosa retrata infância…

        26 de fevereiro de 2026

        Resenhas

        “O Chip”: romance de Ulisses Sawczuk imagina país de extrema-direita que controla população…

        24 de fevereiro de 2026

        Resenhas

        As cidades, de Caetano W. Galindo: um passeio poético – recreativo pelo Brasil

        2 de fevereiro de 2026

    • Teatro
      • Teatro

        Inspirado em “Pierrot le Fou”, de Godard, peça “Coração na Boca” reflete sobre amor…

        11 de março de 2026

        Teatro

        “Fissura”: texto e direção de Clarisse Zarvos traz solo que usa o terror…

        11 de março de 2026

        Teatro

        “Hamlet, sonhos que virão”: Um espetáculo visualmente deslumbrante que corre mais do que…

        6 de março de 2026

        Teatro

        “Medea”, encenação de Gabriel Vilela, expõe a tragédia que as mulheres vivem, independente…

        26 de fevereiro de 2026

        Teatro

        “A Culpa é dos Javalis”: no ponto de ônibus da masculinidade em crise

        11 de fevereiro de 2026

    • Divulgue seu livro!
    • Apoie o Jornal Nota!
    • Mais
      • Artes
        • Artes

          “StoryTerra”: plataforma mapeia obras por localização e período histórico

          10 de setembro de 2025

          Artes

          Conheça Ramin Karimloo, o iraniano que se tornou um dos maiores nomes do…

          31 de agosto de 2025

          Artes

          Peça: “Os Anjos vão para o céu” volta para o Cemitério de Automóveis…

          13 de agosto de 2025

          Artes

          Boneca Eva completa 45 anos ainda atraindo turistas em Nova Friburgo, no Rio…

          29 de julho de 2025

          Artes

          Minuto Escola Estudantes oferece 500 vaga e 85 bolsas de R$1.000 em curso…

          3 de julho de 2025

      • Música
      • Outros assuntos
      • Ver todos os posts
    • Clube do Livro