A atriz norte-americana Sarah Jessica Parker, conhecida principalmente por seu papel como Carrie Bradshaw na série Sex and The City, compartilhou uma lista de livros que considera essenciais em sua trajetória como leitora. Reconhecida por seu envolvimento com projetos editoriais, Parker jpa presidiu clubes do livro e particioa ativamente de iniciativas ligadas à literatura. Em entrevista recente, a artista divulgou suas preferências literárias, organizadas por gêneros diversos. Confira a lista completa:
Amada, Toni Morisson

Amada ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica – Bem-amada –, com Oprah Winfrey no papel principal.
Sethe é uma ex-escrava que, após fugir da fazenda em que era mantida cativa com os filhos, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinatti. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história. A relação familiar, bem como os traumas do passado escravizado, transformarão a vida e o futuro de ambas de forma irreversível.
Amada segue uma estrutura não-linear, viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista e sonda cada uma das facetas desta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, este livro faz um retrato ao mesmo tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.
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Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie

Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.
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Entre o mundo e eu, Ta-Nehisi Coates

Ta-Nehisi Coates é um jornalista americano que trabalha com a questão racial em seu país desde que escolheu sua profissão. Filho de militantes do movimento negro, Coates sempre se questionou sobre o lugar que é relegado ao negro na sociedade. Em 2014, quando o racismo voltou a ser debatido com força nos Estados Unidos, Coates escreveu uma carta ao filho adolescente e compartilha, por meio de uma série de experiências reveladoras, seu despertar para a verdade em relação a seu lugar no mundo e uma série de questionamentos sobre o que é ser negro na América.
O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele? Como podemos avaliar de forma honesta a história e, ao mesmo tempo, nos libertar do fardo que ela representa?
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Só Garotos, de Patti Smith

“Tem gente que nasce rebelde. Lendo a história de Zelda Fitzgerald, identifiquei-me com seu espírito insubordinado. Lembro de passear com minha mãe olhando vitrines e perguntar por que as pessoas não chutavam e quebravam aquilo.” É com esse tom franco e irreverente – e ao mesmo tempo doce e poético – que Patti Smith revive sua história ao lado do fotógrafo Robert Mapplethorpe, enquanto os dois tentavam ser artistas e transformar seus impulsos destrutivos em trabalhos criativos.
Crescida numa família modesta de Nova Jersey, Patti trabalhou em uma fábrica e entregou seu primeiro filho para adoção, antes de se mandar para Nova York, com vinte anos, um livro de Rimbaud na mala e nada no bolso. Era o final dos anos 1960, e Patti teve de se virar como pôde: morou nas ruas de Manhattan, dividiu comida com um mendigo, trabalhou e dormiu em livrarias e até roubou os colegas de trabalho, enquanto conhecia boa parte dos aspirantes a artistas que partilhavam a atmosfera contestadora do famoso “verão do amor”.
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O amigo, Sigrid Nunez

Em O amigo, sua primeira obra publicada no Brasil em 2019, Sigrid Nunez estabelece o que se tornaria seu estilo característico: a narrativa estruturada a partir da voz de uma mulher que leva o leitor, por meio de um texto leve porém contundente e repleto de referências literárias e autores consagrados ― como Natalia Ginzburg, Virginia Woolf, Rilke, entre outros ―, a profundas reflexões sobre morte, amizade e amor.
Após o suicídio do melhor amigo, uma escritora e professora de escrita criativa passa a narrar o que se passou depois de sua morte; essa foi a maneira que encontrou para lidar com o luto.
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The Garden of Evening Mists, de Tan Twan Eng

Este “romance elegante e comovente sobre guerra, arte e memória” (The Independent), vencedor de prêmios e escrito pelo aclamado autor de The Gift of Rain, acompanha a única sobrevivente malaia de um campo de prisioneiros japonês, enquanto ela começa a trabalhar para um ex-jardineiro do imperador, agora exilado.
Malásia, 1951. Yun Ling Teoh, a única sobrevivente — marcada física e emocionalmente — de um campo de prisioneiros japonês, busca consolo entre as plantações de chá cercadas pela selva nos Cameron Highlands. Lá, ela descobre Yugiri, o único jardim japonês da Malásia, e seu criador: o enigmático Aritomo, ex-jardineiro do imperador do Japão, agora exilado.
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A lista divulgada por Sarah Jessica Parker revela um interesse variado, que inclui desde ficções consagradas até textos que tratam de questões sociais/históricas. Seu envolvimento contínuo com o mundo editorial e com clubes de leitura reforça essa faceta de sua carreira, pouco explorada em comparação com sua atuação na televisão e no cinema.

