Em 1901, quando o primeiro Prêmio Nobel de Literatura foi concedido, Tolstói já era um gigante da prosa mundial: não havia muitas figuras equiparáveis a ele na literatura. No entanto, o primeiro ganhador do prêmio Nobel de literatura foi o poeta francês Sully Prudhomme. Nos anos seguintes, o comitê Nobel continuou ignorando o autor de “Guerra e Paz”.
A relutância em premiar Tolstoi deveu-se, em grande parte, ao comitê do Nobel e à chefia do membro Carl Wirsen, poeta sueco que criticava Tolstói por suas “visões anarquistas”. Wirsen chegou a declarar:
“Tolstói condenou todas as formas de civilização e insistiu em adotar um modo de vida primitivo, separando-se de todas as instituições da alta cultura”.
Mesmo assim, o nome de Tolstoi foi indicado todos os anos até 1906, quando o próprio escritor pediu à Academia Russa de Ciências que apoiasse outro candidato. Tolstói ficou feliz por deixarem-no em paz quanto ao Nobel.
“Isso me poupou de ter que lidar com o dinheiro [do prêmio], que, como qualquer dinheiro, na minha opinião, só pode trazer o mal”, disse o escritor.