7 filmes que todos deveriam ver, segundo Agnès Varda 

Veja 7 dos filmes favoritos da roteirista, fotógrafa e diretora de cinema, Agnès Varda, e o que alguns de seus admiradores dizem sobre eles. 

Será que Agnès Varda, o maior nome feminino do cinema francês, teria gostado de Too Much, nova série da Netflix? Provavelmente, sim. A cineasta, que faleceu em 2019, era fã declarada de Girls, o primeiro grande sucesso na TV de Lena Dunham, atriz, roteirista e diretora que volta aos holofotes com novo hit, agora, no streaming. 

O apreço de Varda pela criadora de Girls e Too Much era tanto que a cineasta incluiu um filme de Lena Dunham entre os 7 títulos que definiu como imprescindíveis quando visitou o catálogo da Criterion Collection, distribuidora norte-americana de filmes. 

Os 7 filmes que todo mundo deve ver, segundo Agnès Varda é uma lista importante, já que ela é a roteirista e diretora de Os Renegados (1985), uma das maiores obras-primas do cinema. Por isso, a lista segue com cada filme apresentado a partir da leitura de comentários de grandes admiradores de Varda no Letterboxd. 

Veja também: 10 filmes mais aplaudidos da história do Festival de Cannes

1 Um anjo em minha mesa (1990), Jane Campion

É um modelo incrível de filme biográfico, comparável a Amadeus (1984), de Miloš Forman. Jane Campion coloca a vida interna da protagonista em primeiro plano e isso é extraordinário.

2 Sweetie (1989), Jane Campion

Também escrito e dirigido por Jane Campion, é mais um filme com poder de colocar o espectador em uma relação de intimidade com os personagens e a própria artista e seus temas. 

3 Gosto de cereja (1997), Abbas Kiarostami

Kiarostami conduz o espectador por uma estrada silenciosa de beleza inesperada. A solidão, a dor e o cansaço atravessam a narrativa. É um filme sobre a fragilidade da existência e como a vida insiste em pequenas razões para continuar.

4 La promesse (1996), Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne

Marca o início da ascensão internacional dos irmãos Dardenne e seu realismo bruto com olhar íntimo sobre dilemas morais. É um retrato da xenofobia e da possibilidade de empatia. 

5 Bando à parte (1964), Jean-Luc Godard

É o filme da famosa cena dos jovens correndo pelo Museu do Louvre e talvez seja o filme mais “acessível” de Godard mais acessível, ideal para quem quer começar a conhecer a sua obra. 

6 Mobília mínima (2010), Lena Dunham

Há que ser fã de Lena Dunham e não se pode negar. 

7 O Casamento de Maria Braun (1979), Rainer Werner Fassbinder

Fassbinder transforma a Alemanha pós-guerra em uma história sobre negação coletiva. Entre escombros, salões de festa e mansões, o filme revela como o esquecimento individual pode ser necessário, mas em escala nacional se torna trágico.

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