Crianças reivindicam maior tempo de recreio em escola e cartazes fazem sucesso nas redes sociais

Numa escola de Belo Horizonte, crianças entre oito e nove anos de idade resolveram fazer uma manifestação utilizando cartazes. A reivindicação era pelo aumento do horário de recreio.
Com a pandemia o tempo de brincadeiras das crianças foi reduzido. Antes, elas tinham 30 minutos para lanchar e brincar. Agora, o horário é dividido, 15 minutos para comer sem sair da sala de aula e outros 15 minutos para ir ao pátio. Como a escola está funcionando em esquema de “bolhas”, como é determinado pela Prefeitura, com restrições por conta da pandemia e recreio reduzido, elas sentem falta por não terem mais tempo para brincar.

A mobilização ganhou mais adeptos e outros cartazes foram surgiram. Uma das alunas até desenhou o educador Paulo Freire para ajudar na manifestação. Ele levanta a mão do túmulo e segura um cartaz que pede “aumenta o recreio”. Os cartazes foram postados nas redes sociais e viralizaram em pouco tempo.


Na aula de português, foi ensinado que os cartazes funcionam como uma forma de expressão, então, três alunas se reuniram e decidiram colocar em prática: “Foi tudo muito espontâneo, e deu para ver que elas aprenderam muito bem, já que deu muito certo a manifestação. E ainda chamaram Paulo Freire para compor o argumento”, comentou a supervisora pedagógica da instituição.

A escola, que incentiva o debate e aplica o método de ensino construtivista, fez uma assembleia entre os alunos e os professores para discutir a reivindicação e conseguiu chegar a um acordo. O tempo das brincadeiras será estendido em três dias na semana com revezamento entre as turmas, pois crianças de salas diferentes não participam do recreio juntas e, dessa forma, todas poderão aproveitar mais. A professora Fernanda Xavier destacou: “As crianças devem sim reivindicar seus direitos para que no futuro possam ser adultos capazes de lutar por um mundo melhor”.

 

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