Filmes de Glauber Rocha ganham restauração em 4K após os 40 anos de sua morte

 “No fim, o projeto está sendo finalizado em um ano importante para ele e para a cultura brasileira”, afirma a pesquisadora Paloma Rocha

Uma grande notícia para quem é apaixonado pelo cinema e, principalmente, pelo cinema brasileira: a filmografia de Glauber Rocha está passando por uma restauração em 4K. O primeiro a ganhar restauro é o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, segundo longa-metragem de Glauber e lançado no Brasil em julho de 1964. A obra é uma das principais referências do cinema brasileiro no período chamado de Cinema Novo, responsável por um boom do nosso cinema na década seguinte, logo após a implantação da ditadura.

Segunda matéria da BBC, isso faz parte de uma série de eventos em celebração aos 40 anos de morte de Glauber Rocha, dando a ver o seu legado, que inclui ainda filmes como Terra em Transe (1967) e Leão de Sete Cabeças (1970). O site destaca algumas delas, como o restauro do filme e o desenvolvimento de um espaço dedicado ao cineasta no MAM (Museu de Arte Moderna) de Salvador, são motivo de comemoração.

A má notícia, na contramão, fica por conta de que parte da sua obra queimou junto com o incêndio que atingiu um dos galpões da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, resultado do descaso do atualmente governo com a cultura nacional.

Em entrevista ao site, a pesquisadora afirmou:

A última versão digitalizada da obra foi feita em 2002, com uma tecnologia inferior à utilizada neste momento. “Não foi um restauro, mas uma digitalização feita com boa vontade e com os recursos que se tinham à época. Algumas coisas foram melhoradas na imagem, como fotogramas partidos, mas não se compara ao processo feito agora”, ressalta Paloma.

Quem já entrou em contato com a restauração afirma que Deus e o Diabo na Terra do Sol, em 4K, traz um novo fôlego pro filme e dá a ver uma obra que até então ficava escondida por conta da qualidade dos rolos. Ainda não há informações sobre novas restaurações, mas já é um primeiro passo pra salvar nosso acervo histórico. Incrível, não?

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