Marco Frenette, branco e destruidor de livros, vai assumir a Fundação Palmares

Ex-editor da Caros Amigos e ex-progressistas, vai assumir interinamente a entidade, durante as férias de Sérgio Camargo

O Brasil não tem férias nos seus problemas. Nem mesmo nas férias daqueles que são os nossos problemas. Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares que lidera uma verdadeira luta contra os livros e a própria instituição que deveria defender, vai entrar de férias e deixou em seu lugar nada mais nada menos que o homem que liderou a exclusão dos livros do acervo da fundação, muitas delas patrimônios da cultura negra.

O nome dele é Marcos Frenette e ele é ex-diretor da Revista Caros Amigos, ou seja, um ex-progressista que enveredou pelo caminho do conservadorismo negacionista. Em seu twitter, Camargo anunciou:

Marco Frenette, coordenador-geral do CNIRC (área de pesquisa e produção de cultura), presidirá a Fundação Cultural Palmares no mês de julho. Estarei em merecidas férias, e a instituição ficará sob o comando qualificado, responsável e conservador de Frenette”

O que está por trás dessa escolha?

No começo do mês, o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, anunciou que excluiria metade do acervo da Fundação. A alegação foi que as obras são pautadas pela ‘sexualização de crianças’, ‘bandidolatria’ e ‘material de estudo das revoluções marxistas’. Além disso, ele afirmou que apenas 5% dos 9 mil títulos de seu acervo ‘cumprem a missão institucional’ do órgão.

“Todas as pessoas de bem ficarão chocadas ao descobrir que uma Instituição mantida com o dinheiro dos impostos, sob o pretexto de defender o negro, abriga, protege e louva um conjunto de obras pautadas pela revolução sexual, pela sexualização de crianças, pela bandidolatria e por um amplo material de estudo das revoluções marxistas e das técnicas de guerrilha”.

Após da decisão, a justiça expediu liminar concedida pelo juiz federal Erik Navarro Wolkart, da 2ª Vara Federal de São Gonçalo em que proíbe a exclusão do acervo a Fundação Palmares. A liminar atende uma ação popular movida pelo advogado Paulo Henrique Lima. O Juiz também estabeleceu o pagamento de R$ 500 por cada item doado em descumprimento à decisão. Embora o valor seja baixo, já é o primeiro passo.

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