O governo está errado: consumo de livros no Brasil é realizado por famílias fora da faixa de maior renda mensal

MEXICO CITY, MEXICO - JUNE 22: A woman looks for a book at the bookstore "Through the Looking Glass", days before its closure due to coronavirus on June 22, 2020 in Mexico City, Mexico. (Photo by Josue Perez/Agencia Press South/Getty Images)

Participação do gasto com livros é maior nas famílias com menor renda

Uma análise realizada pelos advogados Fernando Raposo Franco e Daniel Serra Lima, com base na Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018, do IBGE, revela que 76,4% do consumo de livros no Brasil é realizado por famílias com renda mensal abaixo de R﹩ 14,3 mil.

Segundo o estudo, 45,7% dos livros são consumidos por famílias com renda mensal de até R﹩ 5,7 mil e outros 30,7% por aquelas com rendimento total entre R﹩ 5,7 mil e R﹩ 14,3 mil mensais. Já as famílias com renda acima de R﹩ 14,3 mil mensais respondem por apenas 23,6% do consumo de livros no Brasil.

A conclusão indica o oposto do apontado recentemente por representantes da equipe econômica, que citaram um estudo afirmando mais de 70% das pessoas que se beneficiam da imunidade de PIS/COFINS vigente para o livro tinham renda acima de R﹩ 15 mil mensais.

O estudo também mostra que na faixa de renda familiar mais elevada, de R﹩ 23,8 mil mensais, a despesa com livros tem a menor participação dentro do rendimento: 0,3%. E que justamente no caso das famílias com renda familiar de até R﹩ 1,9 mil por mês este gasto é o mais elevado, chegando a 0,5%.

Vejam os dados detalhados na tabela abaixo:

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