Se você digitar “Amantine Dupin” no Google, a busca irá te mostrar resultados sobre George Sand. Descobri isso ao buscar informações para fazer essa matéria, e confesso que o ocorrido me surpreendeu.
Acho que esperava que, sendo já sabido que George Dupin era o pseudônimo de Amantine, as buscam já teriam sido adaptadas para me mostrar informações sobre o segundo nome, e não o primeiro.
Isso acontece com as três mulheres que, conforme vamos discutir mais adiante, viram-se obrigadas a escrever sob pseudônimo masculino para terem suas obras publicadas e lidas.
Não que seja necessário apagar os pseudônimos da história – pelo contrário, sua existência é a marca indelével da desigualdade entre homens e mulheres. Mas, hoje, época em que é muito mais possível questionar esse tipo de acontecimento, a lembrança dos pseudônimos deve vir acompanhada do reconhecimento dessas mulheres incríveis que fizeram o que tinham que fazer para que o mundo conhecesse suas obras.
1- Amantine Dupin (pseudônimo George Sand)
Nascida em 1804, em Paris, Amantine Dupin foi uma romancista e contista. Dostoiévski considerava George Sand um dos maiores escritores de todos os tempos, sem saber que George era o pseudônimo de uma mulher.
2- Mary Ann Evans (pseudônimo George Eliot)
Mary Ann Evans nasceu no Reino Unido em 1819. Chegou a escrever um ensaio chamado “Romances bobos de mulheres romancistas” (tradução livre), na tentativa de distanciar seus trabalhos de outras mulheres para ser levada a sério.
3- Eugénie-Caroline Saffray (pseudônimo Raoul de Navary)
A francesa Eugénie-Caroline Saffray escreveu com outros pseudônimos femininos, mas foi como Raoul de Navary que fez mais sucesso.