As naturezas-mortas são pinturas que representam objetos inanimados, como frutas, instrumentos, livros, porcelanas, etc., sendo um gênero próprio dentro da arte visual e já explorado por muitos artistas ao longo da História. Esse gênero, já tão consolidado, não seria entretanto o mesmo aos olhos de Vincent Van Gogh, um dos artistas do Impressionismo que imprimiu verdadeiramente sua percepção à sua arte.
A princípio para Van Gogh as pinturas de natureza-morta serviriam como um estudo para outras pinturas, e tendo em vista o pouco gasto com material, também pedia tanto investimento para sua composição. Mas essas pinturas (aparentemente) mais simples se tornaram símbolos da obra do pintor holandês, principalmente os seus girassóis.
Confira algumas dessas pinturas incríveis!
Vaso com rosas cor-de-rosa (1890)
Pouco antes de deixar o hospital psiquiátrico de Saint-Rémy, na Provença (lugar em que pintou grande parte das suas naturezas-mortas), van Gogh pintou esse quadro de rosas para representar as esperanças que nutria pela nova fase de sua existência na saída do hospital. Diferente da maioria de suas pinturas de flores, que mostram os estágios do crescimento, aqui as flores estão completamente desabrochadas e cheias de vida.
Vaso com lírios contra um fundo amarelo (1890)
Para van Gogh, a pintura era um estudo em cores e contraste. Nessa pintura, ele o fez colocando as flores azul-púrpura contra um fundo amarelo. Van Gogh falou de “um efeito de complementares terrivelmente díspares que se reforçam mutuamente por sua oposição”. (Google Arts & Culture)
Lírios (1889)
Em maio de 1889, Vincent se internou no sanatório de Saint-Rémy e se utilizou dos jardins do lugar como inspiração. Nesse período, o artista pintou mais 130 telas, dentre elas a famosa Noite estrelada e a que vemos acima, Lírios. Essa pintura foi provavelmente influenciada pelas xilogravuras japonesas que foram produzidas a partir do século XVII. O uso de contornos pretos nos lírios é um elemento típico das impressões japonesas de xilogravuras, e ajudou a reforçar o poder expressivo da pintura. (Van Gogh Gallery)
Vaso com gladíolos e ásteres chineses (1886)
Esta é uma das 35 naturezas-mortas que Van Gogh pintou em Paris no verão de 1886. Ele esperava que as pinturas sobre esse assunto vendessem bem, e praticou o uso da cor e uma maneira solta de pintar. Nesta natureza morta, ele trabalhou com fortes contrastes de cores em cores complementares: justapôs verde e vermelho, azul e laranja. Esses tipos de pares de cores formam a base da teoria das cores de Eugène Delacroix (1798-1863), de quem Van Gogh era um grande admirador. (Museu Van Gogh)
Dois girassóis cortados (1887)
No verão de 1887, ele começou a pintar girassóis vibrantes, vendo-os florescendo em amarelo brilhante nos jardins ao redor de Montmartre. Era um motivo com o qual ele retornaria frequentemente e com o qual está cada vez mais célebre. (vincentvangogh.org)
Vaso com ásteres chineses e gladíolos (1886)
Vincent van Gogh sempre usava quantidades generosas de tinta. Mas depois de descobrir as flores naturezas-mortas de Adophe Monticelli (1824-1886) em junho de 1886, ele foi ainda mais um passo. A aparência não polida da obra de Monticelli e seu uso generoso de tinta atraíram muito o artista holandês. (Google Arts & Culture)
Amendoeiras em flor (1890)
Amendoeiras em flor é de um grupo de várias pinturas feitas em 1888 e 1890 por Vincent van Gogh em Arles e Saint-Rémy, sul da França, de amendoeiras em flor. Essas árvores eram especiais para Van Gogh, pois representavam despertar e esperança.
Girassóis (1889)
As pinturas de girassóis de Van Gogh estão entre as mais famosas. Ele as pintou em Arles, no sul da França, em 1888 e 1889, num total de cinco grandes telas com girassóis em um vaso, com três tons de amarelo “e nada mais”. As pinturas de girassol tinham um significado especial para Van Gogh: elas comunicavam “gratidão”, ele escreveu. Pendurou os dois primeiros no quarto de seu amigo, o pintor Paul Gauguin, que veio morar com ele por um tempo na Casa Amarela. Gauguin ficou impressionado com os girassóis, que ele pensava serem “completamente Vincent”. (Museu Vincent van Gogh)
Tigela com peônias e rosas (1886)
Essa natureza morta pertence aos primeiros esforços de van Gogh em Paris para iluminar a paleta de suas pinturas. (Web Gallery of Art)
Jarra com o oleandros (1888)
A localização da obra é desconhecida, e foi possivelmente roubada ou possivelmente destruída. Existe uma teoria, ou talvez lenda, de que a pintura foi roubada em 1944 durante a Segunda Guerra Mundial.
Vaso japonês com rosas e anêmonas (1890)
Nos dias que antecederam a partida de Saint-Rémy, Van Gogh pintou uma série de quadros de flores em vasos, incluindo este com um forte toque oriental e uma estranha perspectiva distorcida. (vincentvangogh.org)
Doze girassóis numa jarra (1888)
O primeiro ano de vida em Arles de Vincent foi o ano da cor amarela. Van Gogh se estabeleceu na famosa “Casa Amarela” (que, infelizmente, foi completamente destruída durante a Segunda Guerra Mundial), o único lugar em que ele se sentia verdadeiramente em casa. Amarelo em suas pinturas eram flores, vegetais e utensílios, até o céu e o rosto das pessoas. Mas Vincent ficou hipnotizado especialmente pelos campos intermináveis de girassóis. (Arthive)
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