4 motivos para assistir à primeira adaptação de ‘Cem anos de solidão’, produzida pela Netflix

Miguel Tovar/Reprodução

A rede de streaming Netflix garantiu os direitos autorais de uma das obras mais queridas da literatura mundial: Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. A monumental obra do escritor colombiano, que nunca foi antes adaptada para o audiovisual, será transformada numa série e disponibilizada na Netflix para os seus mais de 140 milhões de inscritos. Não há ainda uma data esperada para a estreia, mas com as informações que já temos sobre a produção da série, é de se esperar uma adaptação única da história dos Buendía.

Confira alguns dos motivos para ficarmos de olho nessa série!

Será a primeira adaptação do clássico de García Márquez (e em formato de série)

Muitos clássicos da literatura universal já foram adaptados inúmeras vezes pela televisão e pelo cinema. Do britânico Hamlet, de Shakespeare, ao russo Guerra e Paz, de Tolstói, a literatura das histórias monumentais sempre ganhou um espaço nas produções audiovisuais. Chegou o momento de Cem anos de solidão, um clássico da literatura latino-americana que é um dos livros mais lidos e traduzidos no mundo.

Apesar dos desafios que a obra de García Marquéz apresenta para a adaptação fílmica – pouca parte da história possui diálogos -, além de ter uma extensão que não seria adequada a um longa-metragem, a história será adaptada num formato seriado. Algumas obras do autor como O amor nos tempos do cólera, Erêndira e Crônica de uma mote anunciada já ganharam as telas antes.

Terá a produção dos dois filhos do escritor, Rodrigo e Gonzalo

Ao contrário do que se espera, o autor colombiano não tinha nenhuma objeção às adaptações de suas obras. No entanto, no caso específico de Cem anos de solidão, o formato cinematográfico não parecia ser o ideal para acompanhar a saga dos Buendía, pela limitação do tempo. García Márquez pessoalmente acreditava mais no alcance da televisão. Com a promessa de uma série pela Netflix, os filhos de Gabo – Rodrigo e Gonzalo – entraram como produtores executivos nessa esperada adaptação.

Eleanor Taylor

Uma outra visão da Colômbia (para além do tráfico de drogas representado em Narcos)

Uma das últimas produções mainstream que contaram com a Colômbia como pano de fundo foi a série Narcos, também realizada pela Netflix. O sucesso da série, protagonizada pelo brasileiro Wagner Moura, foi inegável. Mas a história da Colômbia continuamente sendo lembrada pela violência e pelas marcas do narcotráfico torna a série de Cem anos um tesouro a se esperar: trata-se de uma produção que retratará uma visão tão mágica quanto histórica do país latino-americano, assim como a obra propõe. E devido à crescente procura por histórias que se passam na América Latina (como com o filme Roma e a própria Narcos), e principalmente por aquelas que não abrem mão de sua diversidade, espera-se que a série seja também um grande sucesso.

Uma história contada em espanhol

A necessidade de que quaisquer adaptações de Cem anos de solidão fossem faladas em espanhol era remarcada pelo próprio escritor, morto em 2014. A história das gerações Buendía em Macondo é uma história marcadamente colombiana, por isso, uma adaptação feita em inglês somente para agradar o público estava fora de cogitação. Porém, a produção da Netflix garantirá uma série inteiramente falada em espanhol e que preservará a cultura colombiana.

Para o The New York Times, o jornalista e antigo colaborador de García Márquez, Rodrigo Restrepo Pombo, afirmou: “Esta é uma chance de mostrar outra visão, outra versão da Colômbia. Espero que a adaptação seja centrada no lado histórico de ‘Cem anos de solidão’, nas histórias dos personagens”, disse ele.

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