As 19 melhores frases de O Som a Fúria, de William Faulkner

O Som e a Fúria, de William Faulkner, é um dos grandes marcos da literatura americana e mundial. O livro conta a história da família Compson e sua lenta e trágica decadência como uma família oligárquica americana. Isto é feito a partir de duas temporalidades distintas: os dias que antecedem a Páscoa de 1928 e um dia de sol próximo a Harvard em 1910. A narrativa, contada alternadamente pela visão de diversos personagens, no entanto, não acompanha a cronologia do relógio, mas tem um tempo psicológico, da memória ou, então, do próprio fluxo da narrativa de Faulkner. Aos poucos, o que se revela é uma trama quase como repetição, com nomenclaturas que se sucedem e um destino que, apesar de evidente desde o caos inicial, é praticamente impossível se escapar. Com certeza, um dos livros mais imponentes da literatura.

O NotaTerapia separou as melhores frases da obra:

– Diz qual é o homem que não vai morrer, divino Jesus.
– Morrer não é tudo. – Roskus disse.

Os brancos morrem também. A tua avó morreu que nem qualquer negro.

Nenhum nome vai ajudar ele. Nem atrapalhar. Ninguém fica sortudo mudando de nome. O meu nome é Dilsey desde que eu me lembro e vai ser Dilsey depois de muito tempo que me esquecerem.

Porque nenhuma batalha se vence ele disse.

Que Cristo não foi crucificado: foi gasto pelo tique-taque de um minuto de pequenas engrenagens.
Mas então penso que se precisa no mínimo de uma hora para perder a noção do tempo, que demorou mais que a história para penetrar a sua progressão mecânica.

Porque o pai disse que os relógios matam o tempo. Ele disse que o tempo está morto desde que é tiquetaqueado por pequenas rodas; apenas quando o relógio pára vem o tempo para a vida.

qualquer homem vivo é melhor que qualquer homem morto mas nenhum homem vivo ou vivo é tão melhor que qualquer outro homem vivo ou morto

Pode-se sentir o meio-dia. Perguntei-me se até mesmo os mineiros no coração da terra.

Até o som parecia falhar neste ar, como se o ar estivesse gasto de tanto carregar sons. O som de um cachorro vai mais longe que o de um trem, no escuro pelo menos. E o de algumas pessoas também.

Acho que essa gente, usando a si própria e uns aos outros tanto pelas palavras, é pelo menos consistente ao atribuir sabedoria a uma língua calada

O homem é a soma de suas experiências climáticas, o Pai disse. O homem a soma do que a gente tem. Um problema em propriedades impuras levado tediosamente por um nada invariável: beco sem saída de pó e desejo.

nenhum homem faz isso logo na primeira fúria de desespero ou remorso ou arrebatamento ou o remorso ou o arrebatamento não são particularmente importantes para o homem

não há tempo no mundo que não seja desespero nem mesmo o tempo é tempo antes de ter sido

Nunca disse nada mais. Não adiantaria nada. Descobri que quando um homem se deixa no caminho do trem a melhor coisa a se fazer é deixá-lo lá.

Se isso fosse crime, nem todos os condenados seriam pretos.

E se um homem não alimenta mais o seu cão é porque não o quer mais ou não deveria tê-lo. Como eu digo se todos os negócios de uma cidade são dirigidos como negócios de roça teremos uma cidade de roça.

São sempre aqueles que nunca fizeram nada de útil que vem nos dar conselhos.

Como tanta gente fria, fraca, quando se vê em face do desastre irremediável, ela tirava de algum lugar uma espécie de força.

Edição: Círculo do Livro
Tradução: Fernando Nuno Rodrigues

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