“A Jogada”, de Anna Victória M. de Souza, une o fervor do suspense romântico às tensões de uma distopia tecnológica contemporânea.
A obra transporta o leitor para um mundo onde a sociedade foi silenciosamente dividida e a sobrevivência depende de alianças inesperadas.
A narrativa é construída através de múltiplos pontos de vista, permitindo uma imersão profunda nas mentes de Ruby Miller e Nicolas Duvellan. O que começa como um confronto inevitável entre os dois se transforma na única chance de resistir a um sistema opressor. A trama ganha ainda mais camadas com a presença dos protagonistas Kade Edvryan e Ethan Kessler, cujas trajetórias se entrelaçam no jogo de poder tecnológico.
Para além da adrenalina do suspense, o livro propõe uma reflexão atual sobre:
Como as conexões humanas são moldadas e, por vezes, distorcidas pelo avanço digital;
Uma visão distópica de um mundo dividido onde o que não é dito carrega o maior peso;
A alienação digital por hiperconexão.
“E se um dia somente algumas pessoas pudessem criar o que consumimos hoje? E se só elas tivessem acesso a estas ferramentas e a outra parte da população fosse privada? A parte privada perceberia? Ou sua atenção se voltaria aos conteúdos criados continuamente?”, reflete a autora.
Após o sucesso de seu primeiro título, “Promessa Nostra”, Anna Victória consolida sua voz na literatura nacional independente com uma escrita que equilibra emoção e crítica social, focada em um público que busca tramas ágeis, personagens complexos e romances psicológicos. Em “A Jogada”, observa-se a alienação silenciosa que pode surgir. E como ela implanta essa crítica de forma sutil e elaborada sem deixar de lado a ficção, suspense e romance. Prometendo um mundo imersivo e distópico para os próximos volumes cujos títulos ainda não foram revelados, porém sabemos que o volume 2 desta saga já está em preparação.
Sobre a autora:
Anna Victória Machado de Souza começou a se apaixonar pelos livros há anos. Natural de Belo Horizonte – MG, ela dedica sua escrita a romance e suspense psicológico.
Com 16 anos e dois livros publicados, ela entrega emoções reais e ganha espaço no coração de quem lê. Quando não está escrevendo, Anna pode ser encontrada lendo thrillers ou romances com um café ao lado.