Em 2026, completaram-se dez anos da partida de David Bowie, músico e artista excepcional, dotado de espírito criativo, originalidade e carisma, que conquistaram, e ainda conquistam, fãs ao redor do mundo.
Conhecido por seu aspecto e estilo autênticos, Bowie popularizou-se principalmente por meio da personagem Ziggy Stardust, marcada por roupas coloridas, maquiagem artística e uma presença de palco impactante.
Artista multifacetado, tocava diversos instrumentos e construiu também uma carreira no cinema. Outra de suas grandes paixões artísticas era a literatura: Bowie frequentemente era fotografado lendo. Suas leituras abrangiam autores de diferentes nacionalidades e temas, o que pode ser percebido ao analisar sua lista de favoritos.
O idiota, de Fiódor Dostoiévski
Em diversas entrevistas, o músico demonstrou seu interesse pela literatura russa, apontando Dostoiévski como seu escritor favorito.
Laranja mecânica, de Anthony Burgess
Bowie relatou que este livro exerceu forte influência sobre sua obra e seu imaginário artístico.
O estrangeiro, de Albert Camus
O absurdismo de Camus também ocupava um lugar especial entre as leituras de Bowie, que apontava O estrangeiro como uma de suas obras prediletas.
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1984, de George Orwell
A distopia clássica serviu de inspiração inclusive para algumas de suas composições, como o álbum Diamond Dogs.
O marinheiro que perdeu as graças do mar, de Yukio Mishima
A literatura japonesa tampouco passou despercebida por Bowie, leitor assíduo de Yukio Mishima.
Através desta breve lista, é possível perceber como a leitura ocupava um lugar central na vida do músico, refletindo-se em uma carreira musical marcada por inspirações e referências literárias. Em suas composições e falas, Bowie abordou temas recorrentes da literatura, estabelecendo, com primor, um entrelaçamento entre palavra e música.