Você sabia que o humorista Mussum ensinou a própria mãe a ler?

Essa é uma das histórias mais comoventes e que refletem a desigualdade e a precariedade da educação no Brasil. Antônio Carlos, o sambista dos Originais do Samba e grande humorista do quarteto Os Trapalhões, conseguiu uma brecha naquele que é um destino comum de toda uma classe de pessoas mais pobres do Brasil. O nosso querido Mussum, com sua inteligência e sagacidade – e um pouco de sorte – conseguiu dar a volta por cima.

Nascido no morro de Cachoeirinha, em Lins de Vasconcelos, o destino de Mussum começa a mudar quando consegue uma vaga numa escola concorrida: a Fundação Abrigo Cristo Redentor, onde frequentou o Instituto profissional Getúlio Vargas, formando-se em ajudante de mecânico em 1957.

O curioso é que Mussum queria passar aquilo que aprendia para a pessoa que vivia mais próxima dele: sua mãe. Nesses anos todos de escola, Mussum via sua mãe, que trabalhava como empregada doméstica e lavava roupa “pra fora”, enfrentava as dificuldades de não saber ler. Foi quando ele tomou a decisão de ensinar sua mãe. Todos os dias, depois da própria escola, ele ministrava aulas pra sua mãe que, aos poucos, se tornou também alfabetizada.

Mais tarde, Mussum viria a se tornar um militar de carreira, mas sua paixão mesmo só veio com o samba. Criou o próprio reco-reco e, dizem, trouxe o banjo para o samba no Brasil.

Essa e outras histórias estão no filme Mussum – Um Filme do Cacildis, que a gente traz hoje no nosso podcast. Confira!


Related posts

“Pele de Vidro”: documentário é espelho dos tempos

Entrevista com Denise Zmekhol, diretora de “Pele de Vidro”: “me fez refletir sobre um país que fui ensinada a ignorar”

“Iron Lung: Oceano de Sangue (2026)” mostra que Markiplier entende que adaptar um jogo não significa apenas reproduzi-lo no cinema