O número de meninas mortas no ataque aéreo realizado por Israel e pelos Estados Unidos contra uma escola primária feminina em Minab, no sul do Irã, subiu para 165, com mais 95 feridas, segundo as atualizações divulgadas pelas autoridades locais e reportagens internacionais. O incidente ocorreu no sábado (28 de fevereiro de 2026).
O bombardeio, parte da operação conjunta contra alvos iranianos, atingiu a escola Shajareh Tayyebeh durante o horário letivo normal, resultando na morte de dezenas de crianças e na destruição significativa do prédio de dois andares. Imagens verificadas por veículos como The New York Times mostram escombros extensos, com equipes de resgate ainda trabalhando no local em busca de sobreviventes.
A Unesco condenou o ataque em nota oficial no domingo (1º de março), declarando-se “profundamente alarmada” com os impactos da escalada militar sobre instituições educacionais, alunos e educadores.
“A morte de alunos em um espaço dedicado à aprendizagem constitui grave violação da proteção conferida às escolas pelo direito internacional humanitário”, afirmou a entidade.
A Unesco destacou que ataques a instituições de ensino colocam em risco estudantes e professores e comprometem o direito à educação, citando a Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança da ONU, que condena tais atos em conflitos armados e obriga as partes a proteger ambientes educacionais.
O caso, um dos mais graves para civis na atual onda de confrontos no Oriente Médio, intensificou o debate global sobre o cumprimento do direito humanitário, com relatos de danos desproporcionais a populações civis, sobretudo crianças.
Lembrando que atacar escolas, hospitais e sedes da ONU são considerados, no mínimo, crimes de guerra e, no máximo, ataques terroristas, conforme as Convenções de Genebra e resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
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