No imaginário coletivo, o Natal sempre parece ter existido mais ou menos como o conhecemos: árvores enfeitadas, ceias fartas, cartões trocados pelo correio, presentes cuidadosamente embrulhados, músicas tocando ao fundo de casas iluminadas. Mas essa imagem tão familiar quanto as notinhas repetitivas da Dança da Fada Açucarada é, na verdade, uma construção bastante recente. E, como quase tudo que parece “tradição milenar”, ela tem data, lugar e assinatura.
Boa parte do Natal moderno foi forjada no século XIX – mais precisamente na Inglaterra vitoriana – e um de seus principais arquitetos foi o príncipe consorte Albert de Saxe-Coburgo-Gota, marido da rainha Vitória. Foi ele quem levou para o coração do império britânico certos costumes natalinos germânicos que, com a ajuda da imprensa, da monarquia, da Revolução Industrial, e de um clima de nostalgia fabricada, seriam rapidamente absorvidos pela burguesia inglesa – e, não muito depois, pelo resto do mundo.
Antes de Albert, o Natal na Inglaterra era um feriado secundário, com traços rurais e variações regionais. Depois dele, tornou-se um espetáculo doméstico, afetivo e comercial – com árvore, presentes, cartões, decorações e, acima de tudo, um enredo moral bem definido: a família reunida, a infância protegida, a generosidade como marca da burguesia britânica. Quase todas as tradições natalinas mais comuns de hoje em dia têm origem no projeto muito específico de um homem com uma visão sobre o que a Inglaterra devia ser.
O casamento entre Victoria e Albert: união política, cultural e simbólica
Quando Victoria subiu ao trono em 1837, ela tinha apenas dezoito anos e pouco tempo para consolidar sua imagem como soberana. Dois anos depois, casou-se com o príncipe alemão Albert de Saxe-Coburgo-Gota – uma união que era, ao mesmo tempo, pessoal e política, pois os dois primos eram de fato profundamente apaixonados, embora o casamento também fosse imensamente vantajoso para a consolidação do projeto do rei Leopoldo II, da Bélgica, tio de ambos, de espalhar a dinastia Coburgo pela Europa.
Embora a figura do “príncipe consorte” sugerisse um papel decorativo, Albert, então com vinte anos, extremamente inteligente e dedicado à ciência e ao conhecimento, quase que imediatamente assumiu funções importantes nos bastidores do poder, com especial interesse no desenvolvimento da ciência, educação e administração pública, e na modernização e industrialização do país. Extremamente influente no reinado de sua esposa, Albert foi e continua sendo considerado por muitos um “rei sem coroa”, e é sabido que ele tomou muitas das decisões monárquicas do período, além de ter sido patrono das artes e dos inventores, incentivado imensamente a indústria ferroviária, e sido responsável pela Grande Exposição de 1851. Mas foi na esfera simbólica, e sobretudo doméstica, que sua influência mais duradoura se manifestou.
A famosa “moral vitoriana” pudica, burguesa e extremamente rígida pode ser atribuída praticamente por completo à Albert. Antes do reinado de Vitória, a família real inglesa era conhecida por seus escândalos, reis libertinos, amantes oficiais, gastos absurdos e filhos bastardos. De fato, Vitória só se tornou rainha por ter sido a única criança legítima produzida por qualquer um dos nove filhos do rei George III – que, entretanto, tiveram mais de vinte bastardos ao todo.
A família de Albert era igualmente problemática – seu pai tinha instalado sua amante na casa da família, sua mãe tinha fugido do país com um amante e nunca mais viu os filhos, seu irmão era conhecido por suas inúmeras e frequentemente ridicularizadas indiscrições, além de ter sofrido com sífilis por quase toda a vida, e o próprio Albert era vítima de rumores de ser fruto de um caso entre sua mãe e seu tio Leopoldo, irmão mais novo de seu pai. Detestando todo tipo de promiscuidade e vulgaridade com as quais tinha crescido, Albert tinha como grande projeto limpar e reconstruir a imagem da família real – foi ele o criador do papel do monarca e de sua família como um exemplo de virtude e perfeição doméstica para o país, e que atrelou definitivamente esses valores à ideia da monarquia. Isso se tornaria um problema mais tarde, pois embora ele e Vitória tenham cumprido essas expectativas com excelência, seus muitos filhos e netos – não é a toa que Vitória e Albert ficaram conhecidos como “os avós da Europa” – com frequência foram menos ligados à tais virtudes.
A invenção da árvore de Natal britânica
Tudo começa com a árvore.
Não é exagero dizer que a árvore de Natal, tal como se espalhou pelo mundo anglófono – e depois pelo resto –, nasceu como um gesto de branding monárquico. A tradição já existia em parte da Europa Central, especialmente entre famílias protestantes da Alemanha, mas sua difusão na Inglaterra foi abrupta e visual: bastou uma gravura.
Albert veio da Alemanha com um repertório de tradições familiares que ainda não haviam se enraizado na cultura britânica, e imediatamente buscou implementá-las em sua nova casa, sobretudo após o nascimento de seus primeiros filhos (criativamente nomeados Vitória e Albert). Dentre elas, o costume de montar uma árvore de Natal dentro de casa, decorada com velas, frutas, doces e pequenas lembranças. Era um hábito cultivado pelos Coburgo desde o século XVIII — um gesto íntimo, feito com os filhos, que celebrava o inverno tanto quanto o nascimento de Cristo. Victoria, que já tivera contato com a tradição através de sua mãe (também uma Coburgo alemã), abraçou a prática com entusiasmo. Mas o que era, até então, um detalhe privado da vida da realeza, ganharia dimensão pública e cultural graças ao poder da imagem.
Foi justamente esse gesto doméstico, divulgado pela imprensa vitoriana, que ajudaria a consolidar uma nova ideia de Natal. Em dezembro de 1848, o Illustrated London News publicou uma ilustração de página inteira que mostrava a rainha Victoria, o príncipe Albert e seus filhos – então seis: Vitória, Albert, Alice, Alfred, Helena e Louise – reunidos ao redor de uma árvore de Natal decorada, com velas acesas, fitas e presentes pendurados. A imagem, embora ensaiada, pretendia parecer espontânea — uma família comum, celebrando o Natal em casa. Não havia tronos, nem coroas, nem aparato de corte: apenas uma árvore, crianças encantadas, e a sugestão de que o espírito natalino era, antes de tudo, doméstico.
A imagem foi amplamente reproduzida, copiada, republicada – e, em pouco tempo, imitada. A resposta do público foi imediata. Em poucas temporadas, o pinheiro decorado já se espalhava pelas casas da aristocracia e da emergente classe média urbana. A presença da árvore de Natal tornou-se um símbolo de respeitabilidade e adesão ao novo ideal vitoriano de família, centrado na infância, na ordem privada, no lar como refúgio moral, com a família real como protagonista de um novo ritual de inverno.
Se a árvore era um ritual antes reservado a lares protestantes germânicos, sob Victoria e Albert ela virou instituição nacional, praticamente obrigatória em famílias de classe média. Lojas passaram a vender enfeites, velas, doces e pequenas bugigangas decorativas importadas da Alemanha, e a árvore passou a ocupar o centro simbólico das salas de estar inglesas — e, logo, também norte-americanas. E, como toda boa tradição vitoriana, era algo recente feito para parecer antigo.
O Natal como ritual familiar burguês
O Natal que emergiu da era vitoriana não era apenas um conjunto de enfeites ou de pratos na mesa: era um projeto moral. A imagem da família reunida, da casa aquecida pela lareira, das crianças animadas com os presentes e dos adultos imbuídos de espírito generoso tornou-se, pouco a pouco, o coração de um novo calendário afetivo e profundamente burguês.
A corte de Victoria e Albert encarnava esse modelo com disciplina exemplar. O casal tinha nove filhos e fazia questão de cultivar uma rotina doméstica visível ao público, que incluía presentes artesanais, árvores enfeitadas, músicas natalinas e refeições em família. A ideia era clara: se até a rainha e seu consorte participavam de um Natal íntimo e moralmente elevado, o cidadão comum também deveria. A celebração deixou de ser apenas um rito cristão para se tornar uma encenação pública da vida privada ideal.
Esse novo Natal vitoriano trazia consigo valores centrais da Inglaterra do século XIX, em boa parte desenhados pelo próprio príncipe: respeito à hierarquia familiar, culto à infância, contenção emocional (sem abrir mão da comoção pontual) e valorização do lar como espaço sagrado. Era uma resposta simbólica à instabilidade do mundo exterior, cada vez mais marcado por industrialização, urbanização e transformações sociais aceleradas, e uma maneira efetiva de redefinir o papel da monarquia em um país onde ela se tornava cada dia mais simbólica – e, portanto, precisava adquirir uma função moral, já que tinha cada vez menos função política. No lugar da festa de rua ou das tradições ruidosas herdadas de tempos pré-industriais, entrava a ordem da sala de estar.
O Natal vitoriano institucionalizou a infância como momento de pureza a ser preservado, e a figura da criança como centro emocional da celebração. Não por acaso, muitos dos elementos centrais da festa passaram a ser justificados “pelos pequenos”: os presentes, a árvore, os doces, a encenação do Papai Noel. Mas por trás dessa retórica infantil havia uma engenharia cultural que buscava fixar papéis sociais, projetar estabilidade, justificar a manutenção da monarquia e oferecer ao mundo um retrato da Inglaterra como ela gostaria de ser vista: coesa, moralmente elevada, e pacificada dentro de casa.
Cartões, decorações, consumo: o nascimento do Natal comercial
Se o Natal vitoriano nasce como um gesto familiar, ele amadurece como um fenômeno de consumo. A transição é sutil: o gesto de dar presentes como demonstração de afeto se torna um ritual sistematizado; as árvores ganham enfeites importados; os costumes domésticos passam a ser estimulados por vitrines e editoriais de revista. É nesse movimento que o Natal moderno encontra sua verdadeira força: não apenas como tradição, mas como engrenagem econômica. Isso, como quase tudo na era vitoriana, teve relação direta com a Revolução Industrial – e, mais uma vez, com o príncipe Albert, um grande entusiasta da indústria, da modernização, de novas invenções, criações e produtos.
O primeiro cartão de Natal impresso comercialmente surgiu em 1843, idealizado por Sir Henry Cole, um funcionário público britânico que tinha o Príncipe Albert como patrono, que trabalhou intensamente com ele na produção da Grande Exposição de 1851, e que também ajudaria a fundar o Museu Victoria e Albert, antes de ser feito cavaleiro pela rainha Vitória em 1875. A peça ilustrava uma família brindando em meio a uma mensagem de boas festas, e era vendida por um xelim — acessível, mas elegante. A ideia pegou. Em poucas décadas, os cartões natalinos se tornariam um mercado próprio, com imagens que replicavam e disseminavam os valores vitorianos: lares decorados, crianças felizes, paisagens nevadas, festas cintilantes.
Paralelamente, lojas de departamentos começaram a investir em vitrines temáticas, propagandas e objetos de decoração pensados exclusivamente para a temporada natalina. Os presentes, que antes eram com frequência simbólicos ou feitos à mão, passaram a ser comprados — e, mais importante, esperados. Uma excelente forma de incentivar a manufatura inglesa, muito valorizada pela família real – a lógica do Natal burguês se fundia à lógica da produção industrial.
Charles Dickens e o Natal emocional
Se o príncipe Albert deu forma ao Natal moderno, Charles Dickens deu-lhe enredo. Publicado em 1843 — o mesmo ano do primeiro cartão natalino impresso — A Christmas Carol (Um Cântico de Natal) transformou a data em uma fábula moral, com personagens arquetípicos e uma estrutura narrativa que sobrevive intacta até hoje: Ebenezer Scrooge, o velho avarento redimido por fantasmas e visões do Natal passado, presente e futuro, tornou-se um símbolo instantâneo não apenas de egoísmo, mas da possibilidade de transformação natalina.
Dickens cristalizou a ideia de que o Natal deveria ser um tempo de generosidade, reconciliação e compaixão – especialmente para com os pobres, os esquecidos, os invisíveis. O escritor, um fenômeno na Inglaterra vitoriana, escrevia os romances burgueses essenciais que fizeram imenso sucesso em sua época e se adequaram muito bem às necessidades emocionais do período. Num século marcado por desigualdades gritantes, Dickens ofereceu ao leitor burguês uma maneira emocionalmente segura de se comover e de se aproximar do pobre – e, sobretudo, do órfão pobre – sem precisar, bem, de fato se aproximar dele. Era possível chorar com Tiny Tim e continuar dono da fábrica no dia seguinte. Ao mesmo tempo, a literatura dickensiana agradava aqueles que de fato tinham interesse na realidade dos trabalhadores industriais, dos pobres urbanos e na possibilidade de reforma social. O ideal vitoriano da caridade – sobretudo praticada pelas classes médias como dever religioso ou ligado à eventos como o Natal – em muito se beneficiou de romances como Oliver Twist.
Tanto Albert quanto Vitória eram verdadeiros fãs de Dickens; eles leram seus livros, assistiram suas performances, e contribuíram para caridades apoiadas por ele. A parte surpreendente do relacionamento estranho do autor com o casal real é que Dickens era anti-monarquista e, ao mesmo tempo, esteve perdidamente apaixonado pela Rainha Vitória por anos (apesar de nunca tê-la conhecido). Uma anedota conhecida e confirmada é que, na noite do casamento da rainha com o príncipe, Dickens ficou tão enlouquecido que se deitou no meio da rua e rolou na lama em agonia. Por meses, o autor viveu em profunda depressão, primeiro fazendo planos para invadir Windsor e “salvá-la”, e depois, percebendo tais planos impossíveis, cogitando o suicídio.
Vitória, que adorava suas histórias – e chegou a brigar com um primeiro-ministro que não gostava de Dickens em defesa de Oliver Twist – tentou conhecê-lo inúmeras vezes, mas Dickens, recusou todo convite real que recebeu – para performances privadas, para reuniões, para eventos de caridade, e até para receber honrarias. Ele finalmente aceitaria encontrar-se com Vitória em 1870, exatamente três meses antes de sua morte, e mais de trinta anos após a primeira tentativa da rainha de se encontrar com um de seus autores favoritos. Os dois conversaram, trocaram presentes, e Dickens mais uma vez recusou fazer uma leitura privada para a rainha.
Um Cântico de Natal vendeu milhares de cópias e rapidamente se tornou leitura obrigatória – reencenada, adaptada, parodiada, canonizada, transformada em filme de Muppets. Em suas páginas, o Natal deixa de ser apenas um evento litúrgico e passa a funcionar como um mecanismo de redenção individual: um dia no ano em que é permitido mudar, perdoar, lembrar que o outro existe. O sentimentalismo, longe de ser um excesso, era parte fundamental. Dickens foi, nesse sentido, o coautor do Natal moderno. Seus livros, suas cenas de mesas fartas, suas famílias reunidas em meio à pobreza decorosa, ajudaram a consolidar uma ideia de Natal em que emoção, sentimentalismo romântico e moral se sobrepõem à teologia. Um Natal de valores acessíveis, palatáveis e embalados com laço.
Exportação para o mundo anglófono (e além)
O Natal vitoriano não ficou confinado à Inglaterra. Como quase tudo que emergiu do império britânico no século XIX, suas imagens, rituais e estruturas narrativas atravessaram fronteiras com naturalidade – ajudadas, claro, por publicações, comércio e pelo prestígio cultural que a Inglaterra exportava com a mesma eficiência que o chá da Companhia das Índias. O que começou como uma celebração doméstica da realeza logo se transformou em modelo aspiracional para as classes médias não apenas das colônias e protetorados ingleses, como também de outras nações europeias, americanas e, eventualmente, do mundo inteiro.
Nos EUA, onde o Natal ainda carregava traços puritanos e variações regionais, a combinação de árvore, presentes, cartões e sentimentalismo encontrou terreno fértil. Os cartões ilustrados foram adotados com entusiasmo. As árvores decoradas logo apareceram nas salas da elite urbana. Não é coincidência que muito do que hoje chamamos de “Natal tradicional” tenha surgido num intervalo de poucos anos entre Londres e Nova York, com trânsito constante de imagens e ideias. A consolidação de símbolos como o Papai Noel – inicialmente inspirado em São Nicolau, depois transformado em mascote de campanhas publicitárias, recebendo sua tradicional roupa vermelha da Coca-Cola – completa o quadro de um Natal cada vez mais internacionalizado, cada vez mais homogêneo, cada vez mais voltado para o consumo afetivo de imagens e gestos.
Do pinheiro à ceia, passando pelas cores vermelha e verde, pelas meias penduradas e pela ideia de neve (mesmo nos trópicos), o Natal vitoriano se espalhou como estética, roteiro e performance, um pacote fechado, pronto para ser traduzido em qualquer idioma, desde que se mantivesse o tom: familiar, moderadamente piedoso, visualmente encantador, centrado na criança e baseado na classe média.
O Natal como projeto vitoriano de identidade
Dizer que o Natal moderno foi inventado não é exagero. Quase tudo aquilo que hoje associamos automaticamente à data — da árvore decorada ao gesto de presentear, do tom emocional das histórias à própria ideia de que o Natal é um tempo de reconciliação e família — foi moldado, em grande parte, na Inglaterra do século XIX. E no centro desse processo estava a família real britânica e, como figura dominante, o príncipe Albert, com seus rituais domésticos importados da Alemanha e seu projeto rígido – e, entretanto, visionário, e até hoje efetivo – de reposicionar e ressignificar o papel da realeza no mundo moderno e, ao mesmo tempo, incentivar a indústria que, na Inglaterra do século XIX, explodia.
Apesar de hoje ser considerado tradicionalíssimo e, por vezes, antiquado, os elementos do Natal vitoriano não foram uma restauração de costumes antigos, mas, abertamente, um projeto explícito de modernização, cuidadosamente arquitetado para responder a um tempo de mudanças aceleradas. Uma celebração que oferecia ordem onde havia inquietação, coesão familiar onde havia dissolução social, consumo moderado onde havia excesso industrial, e que, por tudo isso, funcionou a ponto de parecer, hoje, inevitável.
No fim, o Natal como o conhecemos é menos uma relíquia ancestral e mais um retrato colorido de Inglaterra culturalmente influente e que gostava de se imaginar moral e domesticamente exemplar do século XIX. Um esforço bem-pensado do “rei não coroado” do império britânico visando a melhoria não apenas da imagem da realeza mas – era essa sua esperança, embora é pouco provável que ela tenha sido atingida – também dos valores e virtudes morais de todos os seus súditos. Talvez – isso é bem provável – uma tentativa de corrigir, para si mesmo e para sua família, aquilo que Albert, tão profundamente moralista e apegado à ideia de família, domesticidade e propriedade, via de errado em sua própria infância, marcada por escândalos familiares e negligência de ambos os pais.
Um retrato que, mais de um século depois, ainda penduramos na parede todo mês de dezembro, sem perguntar muito quem o pintou (foi um príncipe alemão).
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